sábado, 3 de julho de 2010

Eu

Sou o que penso,
Escrevo, sinto, canto e falo.
E sou limitada.

Mas o que penso,
Escrevo, sinto,
Canto e falo é infinito.

Não escrevo, canto e falo
Tudo o que sinto.
Não sinto tudo o que penso.

Não penso no que escrevo,
Não penso quando falo ou canto.
Mas sinto.

E escrevo, canto e falo
Quando penso.
(Nem sempre sinto).

Não escrevo, canto e falo
Tudo o que penso.
Não penso em tudo o que sinto.

Sou o que quero,
O que acredito,
O que vejo e tenho.

Mas não vejo tudo o que quero,
Não quero tudo o que vejo,
Não tenho tudo o que quero.

E não acredito em tudo o que quero,
Não quero tudo em que acredito,
Nem acredito em tudo o que tenho.

Não vejo tudo em que acredito
Nem acredito em tudo o que vejo,
Não.

Sou o que sei,
O que acho,
E o que sou.

Muito embora eu não saiba
O que acho que sou
Ou o que acho que sei.

Nem sei se acredito em tudo que canto,
Vejo que acredito no que escrevo e falo.
Acho que não sei se me acredito.

4 comentários:

Thaís disse...

Linda poesia, amei! *-*

Bárbara disse...

Bom. gostei muito! :D

thatiix disse...

são quase 5h e eu não consigo mais lembrar meu nome quase, mas eu gostei ;s

Tati disse...

Olá...

Gostei muito, está muito bem disposto o jogo de palavras que você desenhou, só que a pontuação eu considero ruim e desnecessária. Sem ela a leitura fica melhor, menos travada e mais leve.

Assim:

Sou o que penso
Escrevo, sinto, canto e falo
E sou limitada

Mas o que penso
Escrevo, sinto
Canto e falo é infinito

Não escrevo, canto e falo
Tudo o que sinto
Não sinto tudo o que penso

Não penso no que escrevo
Não penso quando falo ou canto
Mas sinto

E escrevo, canto e falo
Quando penso
Nem sempre sinto

Não escrevo, canto e falo
Tudo o que penso
Não penso em tudo o que sinto

Sou o que quero
O que acredito
O que vejo e tenho

Mas não vejo tudo o que quero
Não quero tudo o que vejo
Não tenho tudo o que quero

E não acredito em tudo o que quero
Não quero tudo em que acredito
Nem acredito em tudo o que tenho

Não vejo tudo em que acredito
Nem acredito em tudo o que vejo
Não

Sou o que sei
O que acho
E o que sou

Muito embora eu não saiba
O que acho que sou
Ou o que acho que sei

Nem sei se acredito em tudo que canto
Vejo que acredito, no que escrevo e falo
Acho que não sei se me acredito.


É apenas a minha opinião sobre a sua poesia.

Um Beijo