segunda-feira, 27 de julho de 2009

Camila.

É noite, e ela está no píer, lembrando de um amor que já não volta. Caminha sobre a areia do mar e as ondas, com pena, lhe fazem carinho. Inveja a lua, onisciente, onipresente, divina. Seu olhar é triste, e ao contemplar os astros se questiona porque não se deu chance aproveitar só um pouco mais... E adormece pensando nele, como um anjo de cristal que ilumina as noites.
Aquele anjo que mostrou para ela um mundo novo, aquele que se acostumou a olhá-la, e a dizer sempre o quanto ela é linda.
Ela não sabe que ele sente sua falta, e que nunca a abandonaria, pois um amor vive pra sempre, mesmo que acabe repentinamente.
Sonhando, podia sentir os abraços reconfortantes que só ele sabia abraçar, e tinha a impressão de tê-lo ali, ao seu lado. Mas não era ele, era a brisa que a pedido da lua a abraçava. A lua não queria vê-la triste.
Ela escreve poesias na areia a o mar apaga, leva para longe, e ela chorava ao lembrar-se do seu amor que o destino, o azar, ou fosse o que fosse, tinha feito com que acabasse.
“O mundo é incansável, minha pequena. E tudo vai conspirara a seu favor”, sussurrava a lua em seu ouvido, enchendo a menina de uma esperança nostálgica.
Ah, se não fosse a lua! Como Camila sobreviveria ao fim daquele amor?
A menina sabia poucas coisas da vida, mas sabia. Sabia, por exemplo, que hora ou outra o sol chegaria, e ela teria que sobreviver sem o confortante luar.
Como sabia, o sol chegou, e seu brilho era insuportável para ela. Como o sol podia ser tão radiante diante a tristeza de uma menina frágil e confusa?
Camila, com raiva do sol, correu até onde o brilho não pudesse alcançá-la. Camila correu tanto, mas tanto, que chegou a terras desconhecidas, chegou a uma praia e encontrou relíquias na areia: conchinhas, bonecas, laços de fita, cartas, e até as poesias que havia escrito sobre a areia na noite anterior. Aquelas mesmas poesias que o mar levara para longe.
Meu deus! O que Camila descobrira era fantástico! Era ali que iam parar todas as suas lembranças, todo o seu histórico, fosse triste ou feliz. Teve então uma idéia e começou a procurar. E entre bottons, bolsas coloridas e ursinhos de pelúcia, entre cantigas de roda, amigas de infância e brigas com os pais, Camila finalmente encontrou o que queria.
- Não agüentava mais esperara para te ver – disse uma voz conhecida, sorrindo – Finalmente você me encontrou!
E foram os dois, de mãos dadas, andando até o píer, com um sorriso em cada rosto e a certeza de que aquilo tudo – a praia, os sorrisos e as lembranças – eram para sempre.

6 comentários:

Niina disse...

'lembranças são as unicas coisas q mantemos as unicas coisas q ninquem pode nos tirar'
vc é uma lembrança presente luba!!

SZÉCHY disse...

lu! um texto feliz e fofo. e devo dizer, bem legal. :) continue escrevendo, quero ler mais textos seus...
ps: saudade '-'

Chris disse...

Seu blog é muito fofo, amei o texto e o modo como você escreveu. Sempre que der dou uma passda aqui.

Babizinha disse...

Ai, obrigada pelos elogios destinados ao meu blog, moça. Digo o mesmo sobre o seu, viu?!
Adorei a história!
Aliás, saudades e lembranças nos fazem mais humanos; desperta para o amanhã. O que seria de nós sem um passado?!

;D
;*

Ana Lu disse...

Ahh, q lindo esse texto! Lembranças realmente são maravilhosas, adoro viajar nas minhas..
^^
Bjoss!

fê gugelmin disse...

Maravilhoso *-*, Anahi algo sem descrição, sem tradução.. a perfeição em si aownnn, não me importo com nada, busco a felicidade da minha forma, do meu jeito.. e você?;) que dia se vai amor?

Beijo.. e lindo seu texto!