<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289</id><updated>2011-09-10T09:45:17.737-07:00</updated><category term='sobre o amor'/><category term='Anymania'/><category term='Sobre a Morte'/><category term='Menininhas'/><category term='Redação pro colégio'/><category term='EDC'/><category term='Amizade'/><category term='contos'/><category term='Vida real'/><category term='PostIt'/><category term='poesia?'/><category term='Blorkutando'/><category term='Selos'/><category term='obscessão'/><category term='Once Upon a Time'/><title type='text'>Palavras em evidência</title><subtitle type='html'>(como deveria ser o tempo todo).</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>76</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7328584683842762588</id><published>2010-12-13T07:51:00.000-08:00</published><updated>2010-12-16T04:40:35.238-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EDC'/><title type='text'>Despedida em evidência.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Junto do final do ano, vem esse clima de despedida que nos faz pensar sobre o que vivemos de bom e de ruim, e qual será o malabarismo que faremos em 2011 pra termos cada vez mais lembranças boas e menos lembranças ruins. &lt;/div&gt;Para tornar ainda mais denso e nostálgico esse clima, aviso, com receio, que esse é um post de despedida.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não que eu vá parar de escrever ou de postar, mas manter esse blog não tem mais sentido pra mim.&lt;/div&gt;É num gesto simbólico que declaro esta como sendo minha última postagem nesse blog, encerrando definitivamente diversos sentimentos que traduzi aqui, transformand-os apenas em boas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Além disso, já não me encanta tanto a ideia de evidenciar  as palavras e nada mais quando há, no mundo, tanta coisa que não palavra, e que mesmo assim merece estar em evidência.&lt;/div&gt;Num outro gesto simbólico, começo um novo blog como se começa um novo ano: abrindo, no infinito espaço da internet, uma nova casa onde eu possa habitar, casa com paredes ainda por pintar, guarda-roupa ainda despido e a sala ainda sem mobília.&lt;br /&gt;"Tudo novo de novo", como diz minha música favorita de 1o. de janeiros.&lt;br /&gt;Há, na casa, somente um caldeirão, todas as portas e janelas abertas e um computador ligado cuja tela exibe um certo blog cheio de histórias antigas nas entrelinhas. E cada canto vazio da casa é recheado desde já por expectativa.&lt;br /&gt;Mas sem nunca esquecer de admirar o que já construí.&lt;br /&gt;Aqui eu escrevi por cerca de dois anos minhas mágoas, meus sonhos, minhas quedas, meus finais e meus recomeços.&lt;br /&gt;Aqui eu li demais, escrevi demais, opinei demais, e me senti feliz demais ao me dar conta de que as pessoas gostavam do meu jeito de escrever e, felicidade das felicidas: se identificavam com o que eu escrevia, por mais melancólico ou dramático que fosse.&lt;br /&gt;Esse blog me deu um retorno muito bom, infinitamente maior do que esperar minha tímida pretensão quando resolvi criá-lo.&lt;br /&gt;É impossível explicar o carinho que eu tenho por esse bebê.&lt;br /&gt;Nem vou citar nomes senão o post vai ficar (mais) insuportavelmente longo e brega.&lt;br /&gt;De qualquer forma, pra onde quer que eu vá, vou levar comigo as palavras e continuar a combiná-las como passatempo, ou melhor: paixão.&lt;br /&gt;Porque escrever se tornou um vício pra mim, e eu não vou me esforçar pra resistir. Vou me entregar, de corpo e alma, e seguir, de blog em blog procurando me aquietar.&lt;br /&gt;Agora, posto &lt;a href="http://brincandode3pontinhos.blogspot.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7328584683842762588?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7328584683842762588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7328584683842762588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7328584683842762588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7328584683842762588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/12/despedida-em-evid%C3%AAncia.html' title='Despedida em evidência.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-218776522037192747</id><published>2010-12-03T14:16:00.001-08:00</published><updated>2010-12-04T17:43:59.420-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia?'/><title type='text'>As coisas.</title><content type='html'>Felicidade é olhar pra dentro e gostar do que vê.&lt;br /&gt;Deus é quando a gratidão é maior que a gente.&lt;br /&gt;Nostalgia é quando a saudade fica triste.&lt;br /&gt;Arte é uma extensão não-material de cada um.&lt;br /&gt;Perdão é lealdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer o bem é nossa obrigação.&lt;br /&gt;Hipocrisia é fingir que não se tem auto-crítica.&lt;br /&gt;Sinceridade é acreditar no que se diz.&lt;br /&gt;Carta é querer ser lembrado por alguém.&lt;br /&gt;Crueldade é burrice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rispidez é medo de ceder e acabar sofrendo.&lt;br /&gt;Imagem é mais importante pra gente que pros outros.&lt;br /&gt;Dor só pode ser entregue e retirada do próprio reflexo.&lt;br /&gt;Inveja é pena de si mesmo.&lt;br /&gt;Amor é tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigo é o dono do abraço que parece ser o mundo todo.&lt;br /&gt;Fotografia é vontade de lembrar que valeu à pena.&lt;br /&gt;Problema existe só na nossa cabeça.&lt;br /&gt;Casa é onde o silêncio é algo reconfortante.&lt;br /&gt;Magia é real.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-218776522037192747?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/218776522037192747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=218776522037192747' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/218776522037192747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/218776522037192747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/12/as-coisas.html' title='As coisas.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-965563759632794673</id><published>2010-11-25T13:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-23T09:01:58.116-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blorkutando'/><title type='text'>O avesso do medo</title><content type='html'>Todos os defeitos são fruto do medo. Orgulho, pretensão, raiva, rispidez... Lá no fundo, é tudo medo. Medo, talvez, de que alguém descubra como somos frágeis. Medo de assumir que precisamos uns dos outros. Medo de dar o braço à torcer e sentir-se traído justamente por quem conhece nossas fraquezas. Auto-flagelação. Puro sofrimento antecipado. Máscara.&lt;br /&gt;A gente se esconde por trás de uma imagem bem-resolvida e sorridente por vergonha de assumir que cada um tem um coração que fica apertado quando a tristeza vem. Uma vergonha imposta, surdamente, há gerações, em todo o mundo, que me faz mal. Me corrói por dentro, me desgasta, e ainda faz parecer que culpa de todos os males do mundo é minha. Ah, mas eu nego isso até o fim! A culpa de todos os males do mundo é da própria Culpa!&lt;br /&gt;Esse peso que todos nós carregamos nas costas como se não fosse esforço suficiente andar por aí com um sorriso no rosto apesar dos nós na garganta e na cabeça.&lt;br /&gt;Quer saber? Eu detesto sorrisos desacompanhados de brilho no olho. Gosto de pessoas radiantes, gente que anda com o nariz em pé por orgulhar-se do que é e não liga para o que o próprio medo vai dizer de seus atos. Gosto de gente que se entrega, que se joga, gente que não tem vergonha de ser feliz.&lt;br /&gt;Será que existe alguém assim? De verdade? Alguém que não use máscaras? Tomara, porque é assim que eu quero ser. Se alguém já pode, eu também devo poder.&lt;br /&gt;Olha, lá no fundo, por trás do medo, eu sinto que sou assim: com essa força toda, com todas essas cores e sobretudo, com toda essa paz. Então, ainda há esperança de ver as máscaras caindo.&lt;br /&gt;Porque, ao contrário do que se pensa, o avesso do medo não é a coragem impulsiva: é a paz. E cada um só vai encontrar sua paz quando abandonar o medo de andar por aí se mostrando por inteiro.&lt;br /&gt;O medo é uma versão mentirosa da gente. E eu detesto mentiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-965563759632794673?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/965563759632794673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=965563759632794673' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/965563759632794673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/965563759632794673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/11/o-avesso-do-medo.html' title='O avesso do medo'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-6579937907847973066</id><published>2010-10-23T17:35:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T17:46:03.517-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Era eu, num quarto branco.</title><content type='html'>Horário de visitas. Eu sabia por ouvir os cochichos dos menos loucos que eu que moravam do lado de fora.&lt;br /&gt;Eis que abriu-se a porta.&lt;br /&gt;Podia ter sido um médico com um sedativo, mas não era. Podia ter sido visita pra mim, mas não era.&lt;br /&gt;Era só engano. Uma visita entrou no quarto errado. Antes de fecharem a porta, pude ouvir a doce senhora que a abrira por engano dizer ao enfermeiro ao seu lado:&lt;br /&gt;- Pobre menina... Olhos tão bonitos mas tão distantes... O que a trouxe até aqui? Algum trauma? - ela olhou pesadamente para mim com as mãos sobre a porta semi-aberta - Como pode ser tão frágil a imagem da loucura?&lt;br /&gt;- Não é nada frágil - disse-lhe enfim o enfermeiro fazendo-me justiça. - E nem tampouco louca. Pelo contrário. Chegou aqui porque era sã demais. - E a porta tornou a se fechar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-6579937907847973066?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/6579937907847973066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=6579937907847973066' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6579937907847973066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6579937907847973066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/10/era-eu-num-quarto-branco.html' title='Era eu, num quarto branco.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-3978338018515703538</id><published>2010-08-27T09:48:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T10:24:28.970-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Idílio.</title><content type='html'>No princípio, era o nada. O desconhecido. O tudo a ser descoberto. Aquela expectativa disfaçada de segurança, escondendo por trás de uma fortaleza o medo de achar-se sem máscaras sob um holofote, num palco, frente à todos eles. &lt;br /&gt;Que diriam eles, afinal, ao vê-la daquela forma?&lt;br /&gt;Despida de seus cuidadosamente cultivados pudor e ingenuidade. Nua.&lt;br /&gt;Sujeita à qualquer opinião estereotipada ou comentário maldoso.&lt;br /&gt;Ah, pouco importava que diriam! O mais importante era lembrar do instante em que aqueles dois caminhos se cruzaram.&lt;br /&gt;Formavam um estranho encaixe de tal forma perfeito que parecia ter sido talhado à mão por alguém inundado do mais puro sentimento.&lt;br /&gt;O curioso dava-se no fato de as divergências serem muitas, e as bifurcações até o ponto de chegada, incontáveis.&lt;br /&gt;Mas mesmo assim, com tudo indicando o contrário, os caminhos seguiram lado a lado.&lt;br /&gt;E com o passar do tempo, como havia de ser, iam-se desmanchando ambas as fortalezas, mostrando espontaneidade em risos, lágrimas, abraços, cartas e afins. Tudo numa intensidade, veracidade e profundidade que, não havendo também um certo ar pueril, aquela situação beiraria o insuportável.&lt;br /&gt;Mas eis que num dado momento, entre um riso nervoso e uma lágrima que caiu sorrateira, houve o silêncio. E a partir daí houveram vários silêncios.&lt;br /&gt;Meia dúzia de insuportáveis segundos, onde, sem que se proferisse nenhuma palavra, era sabido que aquilo doía como uma eternidade de silêncios forçados.&lt;br /&gt;Silêncio por não se saber o que dizer, embora houvesse clara necessidade.&lt;br /&gt;Os silêncios se tornaram oscilantes, tal como toda e qualquer coisa que há num caminho de longa data.&lt;br /&gt;E isso tornava a trajetória mais amena.&lt;br /&gt;Acontece que a razão do silêncio já se modificara. Desaparecera, dera espaço à outra: as palavras não mais expressavam o tanto que havia a ser dito, fazia-o melhor o silêncio.&lt;br /&gt;Mas devido ao desconforto causado por mais silêncio, este uniu-se ao medo, à dúvida, à fraqueza e ao desespero (pois se tratando dos caminhos aos quais me refiro, este último não haveria de faltar).&lt;br /&gt;Tantos elementos silenciosos juntos só faziam o tal desconforto crescer, multiplicar-se e apavorar, fazendo parecer que se tratavam de caminhos sem saída.&lt;br /&gt;Mas aí veio o beijo, tirar o espaço do silêncio. E ficou tudo bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-3978338018515703538?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/3978338018515703538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=3978338018515703538' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3978338018515703538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3978338018515703538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/08/idilio.html' title='Idílio.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4034567841760858988</id><published>2010-07-03T09:40:00.000-07:00</published><updated>2010-07-03T09:48:13.468-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia?'/><title type='text'>Eu</title><content type='html'>Sou o que penso,&lt;br /&gt;Escrevo, sinto, canto e falo.&lt;br /&gt;E sou limitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que penso,&lt;br /&gt;Escrevo, sinto,&lt;br /&gt;Canto e falo é infinito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escrevo, canto e falo&lt;br /&gt;Tudo o que sinto.&lt;br /&gt;Não sinto tudo o que penso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não penso no que escrevo,&lt;br /&gt;Não penso quando falo ou canto.&lt;br /&gt;Mas sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escrevo, canto e falo&lt;br /&gt;Quando penso.&lt;br /&gt;(Nem sempre sinto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escrevo, canto e falo&lt;br /&gt;Tudo o que penso.&lt;br /&gt;Não penso em tudo o que sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o que quero,&lt;br /&gt;O que acredito,&lt;br /&gt;O que vejo e tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não vejo tudo o que quero,&lt;br /&gt;Não quero tudo o que vejo,&lt;br /&gt;Não tenho tudo o que quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não acredito em tudo o que quero,&lt;br /&gt;Não quero tudo em que acredito,&lt;br /&gt;Nem acredito em tudo o que tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vejo tudo em que acredito&lt;br /&gt;Nem acredito em tudo o que vejo,&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o que sei,&lt;br /&gt;O que acho,&lt;br /&gt;E o que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito embora eu não saiba&lt;br /&gt;O que acho que sou&lt;br /&gt;Ou o que acho que sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei se acredito em tudo que canto,&lt;br /&gt;Vejo que acredito no que escrevo e falo.&lt;br /&gt;Acho que não sei se me acredito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4034567841760858988?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4034567841760858988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4034567841760858988' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4034567841760858988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4034567841760858988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/07/eu.html' title='Eu'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4945821213937439727</id><published>2010-06-03T15:34:00.000-07:00</published><updated>2010-06-03T17:05:04.956-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blorkutando'/><title type='text'>Sobre palcos metafóricos (e o medo que eles me provocam).</title><content type='html'>Algumas vezes na minha vida, pessoas se aproximaram de mim para falar sobre esse meu jeito exibido (ou desinibido, como parecem preferir dizer) com admiração e às vezes até com inveja, por mais estranho que isso me soe.&lt;br /&gt;Ao que parece, nem todos gostam do "lado de cá" do palco. Tem gente que prefere ser plateia...&lt;br /&gt;Eu não. Adoro me ver num palco e ter uma visão parcial das pessoas que me assistem, todas ofuscadas por tanta luz sobre mim e meus fiéis companheiros de cena.&lt;br /&gt;Adoro o som dos aplausos ao final do espetáculo quando sei que mereci cada um, pois passei meses memorizando cada marcação e cada palavrinha.&lt;br /&gt;Gosto de liberdade para me exibir quando sei o que estou fazendo.&lt;br /&gt;Mas o fato é que, quando se fecham as cortinas e todo o elenco deixa o teatro, a vida continua lá fora. E, convenhamos, sem o mesmo encantamento que o teatro proporciona.&lt;br /&gt;Sem textos decorados, sem marcações, sem a garantia de que um companheiro de cena vai dar um jeito de te dar a deixa certa. Sem a segurança dos aplausos ao final de cada espetáculo.&lt;br /&gt;Uma vez fora de cena, estou perdida, e não tenho a menor ideia de como agir.&lt;br /&gt;E tenho vergonha até de respirar. Tanta, mas tanta, que nem sequer transpareço.&lt;br /&gt;Tenho vergonha de que descubram meu segredo.&lt;br /&gt;A cada manhã, visto o personagem que criei e digo as falas que julgo serem as mais propícias a cada momento - e muitas vezes erro a fala. E erro feio. E magoo os outros sem querer.&lt;br /&gt;E por vergonha dos meus erros, desenvolvo um medo de errar mais vezes e acabo me fechando cada vez no meu mundinho, por vergonha do que já errei antes e medo de errar de novo.&lt;br /&gt;Vergonha de admitir que não sei, que desconheço, que não sou perfeita.&lt;br /&gt;Quando me vejo num mundo do qual não faço parte, aonde não conheço cenário, figurino e personagens, costumo optar entre dois caminhos extremos: ou me jogo de cabeça e acabo sendo ridícula por me expor a tal num mundo desconhecido ou me recolho apenas àquilo que conheço por vergonha do meu ridículo assim, exposto em praça pública.&lt;br /&gt;Por isso é que eu me escondo lá em cima do palco. Ou aqui, por trás das palavras. Me escondo ao me expor, na tentativa de que ninguém perceba como estou perdida nesse mundo, e como tento fingir da melhor forma possível que sei exatamente o que fazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4945821213937439727?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4945821213937439727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4945821213937439727' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4945821213937439727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4945821213937439727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/06/sobre-palcos-metaforicos-e-o-medo-que.html' title='Sobre palcos metafóricos (e o medo que eles me provocam).'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4560938234938710885</id><published>2010-04-16T18:12:00.000-07:00</published><updated>2010-04-16T18:19:04.551-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia?'/><title type='text'>Pensamento de janela nº 1</title><content type='html'>Tendo em vista tudo o que já consegui,&lt;br /&gt;Cada vez que fiz alguém além de mim sorrir,&lt;br /&gt;Trago enraizada em mim a certeza, subentendida,&lt;br /&gt;De que posso conseguir o que bem quiser na minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que já passei em silêncio,&lt;br /&gt;Cada defeito tão criticado que eu minuciosamente corrigi...&lt;br /&gt;Os abismos mais profundos do meu pensamento&lt;br /&gt;Aos quais, sem que ninguém notasse, sobrevivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, tenha sido minha salvação pessoas ao meu redor,&lt;br /&gt;A música que eu tanto amo ou minha implacável fé.&lt;br /&gt;O fato é que, dramas à parte, ainda que cambaleante, estou de pé.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4560938234938710885?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4560938234938710885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4560938234938710885' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4560938234938710885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4560938234938710885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/04/pensamento-de-janela-n-1.html' title='Pensamento de janela nº 1'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-8602501197779012963</id><published>2010-01-31T07:08:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T07:22:10.935-08:00</updated><title type='text'>Cara Metade.</title><content type='html'>Nunca entendi essa coisa de príncipe encantado, feitos um pro outro, alma gêmea...&lt;br /&gt;Quer dizer, que história é essa? Eu lá sou só metade? Porque eu tenho que esperar outra metade aparecer para enfim ser feliz numa vida a dois?&lt;br /&gt;Não, não! Eu quero mais é ser feliz sozinha!&lt;br /&gt;Quero dar a cara à tapa ao vento, quero mostrar pra todo mundo que a vitória tem um sabor muito melhor quando conquistada sozinha.&lt;br /&gt;Quero provar que esse meu orgulho não mata: faz viver.&lt;br /&gt;Quero o amor, sim. Porque não? Dou valor às minhas histórias e pessoas cativadas, e quero cada vez mais histórias e pessoas na minha vida.&lt;br /&gt;Ser solitário é diferente de ter solidão. Muito diferente.&lt;br /&gt;Quero dizer que não sou metade de ninguém. Não acredito que exista por esse mundo uma única pessoa que combine exatamente seus defeitos com minhas qualidades e vice-e-versa, como um encaixe perfeito.&lt;br /&gt;Pra mim não existe essa história de alma gêmea.&lt;br /&gt;Imagine só corrermos o risco de o amor da nossa vida morar do outro lado do mundo e nós passarmos toda uma vida aqui, desse canto do mundo, sem saber nem se interessar pelo que há do outro lado. É uma idéia tão besta que nem sei por que inventaram.&lt;br /&gt;A vida não existe pra ser injusta conosco.&lt;br /&gt;Cada um de nós tem vários lados, várias faces, vários feixes de luz.&lt;br /&gt;E cada feixe combina com o feixe de outras várias pessoas.&lt;br /&gt;É um ciclo, é infinito, é impossível limitar-se ao padrão - dois.&lt;br /&gt;Nada me impede de combinar meus lados com meus lados.&lt;br /&gt;Nada me impede de ser feliz sozinha.&lt;br /&gt;Não há quem possa provar que é impossível combinar minhas faces com as faces de outras duas ou mais pessoas que se combinem entre si.&lt;br /&gt;Não há quem possa provar que é impossível ser feliz a três-ou-mais.&lt;br /&gt;Todo mundo pode ser feliz com todo mundo desde que estejamos dispostos a aceitar tudo aquilo que todos são.&lt;br /&gt;Todo mundo pode ser feliz consigo mesmo desde que se esteja feliz com aquilo que se é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-8602501197779012963?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/8602501197779012963/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=8602501197779012963' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8602501197779012963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8602501197779012963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/01/cara-metade.html' title='Cara Metade.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-3047152171682524802</id><published>2010-01-19T17:23:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T17:38:51.477-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia?'/><title type='text'>Paradeiro.</title><content type='html'>Eu sumi.&lt;br /&gt;Não sei aonde fui parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu vou sair&lt;br /&gt;Por aí&lt;br /&gt;A me procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu hoje seja&lt;br /&gt;Exatamente o que eu quero ser&lt;br /&gt;- e esteja em algum beco&lt;br /&gt;Ou alguma esquina a me esconder (de mim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu seja por completo&lt;br /&gt;O meu lado mais obscuro,&lt;br /&gt;E talvez eu mereça estar ao lado de Deus...&lt;br /&gt;Ou algo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não tenho como saber:&lt;br /&gt;Eu sumi!&lt;br /&gt;Não me posso imaginar&lt;br /&gt;Se já quase me esqueci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso vou sair&lt;br /&gt;Por aí a me procurar.&lt;br /&gt;Mas só no dia em que a coragem&lt;br /&gt;Resolver me reencontrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-3047152171682524802?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/3047152171682524802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=3047152171682524802' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3047152171682524802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3047152171682524802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/01/paradeiro.html' title='Paradeiro.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-2014650001110973482</id><published>2010-01-16T14:59:00.000-08:00</published><updated>2010-01-16T15:15:02.983-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>A Bonequinha.</title><content type='html'>Ela não é uma bonequinha de caixinha de música.&lt;br /&gt;Gosta de música, mas não dança.&lt;br /&gt;Não pode dançar: é feita de louça. Se cair no chão, quebra.&lt;br /&gt;Não é uma boneca de plástico, daquelas que as crianças adotam como filhas.&lt;br /&gt;Não é como uma daquelas mini-bonecas: é grande.&lt;br /&gt;Maior do que imagina. Lá no fundo, sabe que é grande. Mas não sabe aonde.&lt;br /&gt;É grande e forte. E frágil como vidro.&lt;br /&gt;É daquelas bem branquinhas. Não sai da caixinha nem pra tomar sol.&lt;br /&gt;Não pode isso, não pode aquilo.&lt;br /&gt;E olha que nem é tão triste assim a bonequinha de louça!&lt;br /&gt;Por alguma razão que ela não compreende, as pessoas gostam dela, com todos os seus limites de bonequinha de louça.&lt;br /&gt;Aliás, se quer saber, ela entende sim. Ela até que é bonitinha e amigável, a tal bonequinha.&lt;br /&gt;Não sempre, nem com todos, mas com aqueles poucos e divertidos que ela vê do lado de fora da caixinha.&lt;br /&gt;Como ela queria trazê-los pra dentro do seu mundo! Não poderia arriscar sua pele de louça no mundo deles, embora vontade não faltasse.&lt;br /&gt;Tristeza mesmo é que era medrosa, a tal bonequinha. Metida à valente, mas toda a sua valentia ficava encarcerada nos limites da caixinha.&lt;br /&gt;Talvez por preguiça ou medo de perder pra sempre sua caixinha.&lt;br /&gt;Medo de não poder voltar atrás.&lt;br /&gt;Medo de, na busca incansável de ser como os do lado de fora da caixinha, acabar notando que teria valido mais à pena mesmo é ter ficado dentro da caixinha, nos seus devaneios e solidão interminável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-2014650001110973482?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/2014650001110973482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=2014650001110973482' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2014650001110973482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2014650001110973482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/01/bonequinha.html' title='A Bonequinha.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7145089213000977631</id><published>2010-01-08T07:56:00.000-08:00</published><updated>2010-01-08T09:08:59.579-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blorkutando'/><title type='text'>A vida é mesmo irônica.</title><content type='html'>No princípio, era amizade.&lt;br /&gt;Sincera e recíproca.&lt;br /&gt;E eu acreditava ser esse o mais genuíno dos sentimentos.&lt;br /&gt;Anos depois, independente dessa e de outras amizades, vim a desacreditar no amor.&lt;br /&gt;Devido à desilusões causadas por terceiros ou por mim mesma.&lt;br /&gt;Ora, também sou humana, afinal.&lt;br /&gt;Mas um certo alguém, um velho conhecido, me fez voltar a acreditar, involuntariamente.&lt;br /&gt;Chegou assim, com seu jeito encantador quase hipnótico e me fez esquecer das minhas antigas histórias com fim triste - porque nenhum fim pode ser feliz - e me fez parar com a minha mania de sofrer por antecipação.&lt;br /&gt;Sei que toda história tem fim, essa não vai fugir à regra.&lt;br /&gt;E sou feita de clichês, embora não goste muito de admitir.&lt;br /&gt;E não vivo nesse momento nada senão um clichê: a ironia de apaixonar-se por aquela pessoa que esteve ao seu lado invariavelmente, não importando o que você fizesse, dissesse ou pensasse.&lt;br /&gt;Justo, até, apaixonar-se por este alguém. Ironicamente justo.&lt;br /&gt;Tenho tentado aprender a viver o agora sem pensar muito no que passou e no que fatalmente virá.&lt;br /&gt;Portanto, vou deixar que tudo aconteça no tempo que o destino achar melhor.&lt;br /&gt;E que esse sentimento seja intenso a ponto de alimentar todo esse imediatismo que me consome.&lt;br /&gt;Até o dia que acabe, enfim. Como acabaram todas as outras histórias.&lt;br /&gt;Olho para o presente aparentemente mais feliz que nunca, muito satisfeita com o rumo que as coisas estão tomando.&lt;br /&gt;Mas vislumbro meu futuro com um triste sorriso. Sorriso este saudoso de um passado que não vai voltar mais.&lt;br /&gt;E espero que seja assim mesmo. É das lembranças que nos alimentamos.&lt;br /&gt;Não do agora.&lt;br /&gt;E se me permitem mais um clichê, mais um lugar-comum: "que não seja eterno, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure".&lt;br /&gt;Que assim seja e assim se faça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7145089213000977631?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7145089213000977631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7145089213000977631' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7145089213000977631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7145089213000977631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/01/vida-e-mesmo-ironica.html' title='A vida é mesmo irônica.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-3875021247259364530</id><published>2010-01-04T06:26:00.000-08:00</published><updated>2010-01-04T06:43:13.719-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sobre o amor'/><title type='text'>Descobri que o amor existe.</title><content type='html'>Eu que sempre pensei que não houvesse sentimento maior que a amizade, hoje questiono cada convicção que antes trazia como dogma.&lt;br /&gt;O amor, ah, este sim! Não só existe como é tudo aquilo que os gênios da música/literatura/poesia/vida boêmia em geral sempre afirmaram que era e eu duvidei.&lt;br /&gt;Quanta audácia...&lt;br /&gt;Incrível é como pode ser tão contraditório quanto maravilhoso.&lt;br /&gt;Falo do amor puro, aquele livre de ciúmes ou qualquer sentimento ruim.&lt;br /&gt;O amor não é físico, senão um presente que Deus enviou a nós, mortais que, por sermos compostos quase inteiramente de matéria, necessitamos externar tal força divina em forma física ao sermos inundados por tal êxtase.&lt;br /&gt;O amor nos consome em seu êxtase e nós, talvez erroneamente, talvez não, tratamos de passá-lo para matéria.&lt;br /&gt;Mas a verdade é que o amor é sentimento, e não pode ser sentido na sua mais pura forma a menos que cada um descubra seu caminho para encontrá-lo .&lt;br /&gt;É isso. Não basta ouvir falar de histórias de amor. É necessário senti-lo na própria pele.&lt;br /&gt;Certifique-se de senti-se tomado pelo êxtase que tento descrever em palavras, caso contrário, sua vida terá sido incompleta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-3875021247259364530?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/3875021247259364530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=3875021247259364530' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3875021247259364530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3875021247259364530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/01/descobri-que-o-amor-existe_04.html' title='Descobri que o amor existe.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-6359174797546330381</id><published>2010-01-04T06:20:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T06:39:39.433-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia?'/><title type='text'>Me digam o que é senão amor</title><content type='html'>Me digam o que é senão amor:&lt;br /&gt;O acreditar em palavras proferidas,&lt;br /&gt;O estremecer a cada mínimo toque,&lt;br /&gt;Os tantos abraços com vocação para beijo,&lt;br /&gt;O alívio da reciprocidade descoberta,&lt;br /&gt;O imediatismo que me invade,&lt;br /&gt;A (quase) falta de importância da opinião alheia,&lt;br /&gt;O olhar pra trás e não poder senão sorrir,&lt;br /&gt;A saudade doer mais que qualquer coisa,&lt;br /&gt;O fato de a palavra "anjo" ser a única boa o suficiente como descrição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-6359174797546330381?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/6359174797546330381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=6359174797546330381' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6359174797546330381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6359174797546330381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2010/01/me-digam-o-que-e-senao-amor.html' title='Me digam o que é senão amor'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-470894836524630252</id><published>2009-12-31T10:53:00.000-08:00</published><updated>2010-01-06T05:24:39.831-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>Fantasia.</title><content type='html'>Eu estava sentada, quieta, muito entretida na minha árdua tarefa de picar guardanapos - trabalho destinado à mim, pobre pagã, entediada no meio daquele cenário: vários palhaços vestidos de seres humanos.&lt;br /&gt;Fantasiados de juventude.&lt;br /&gt;As cores eram vibrantes e tudo parecia um sonho.&lt;br /&gt;Mas era real. A música ao fundo me fazia ter certeza de que era real.&lt;br /&gt;Eis que se aproxima de mim um folião galanteador. Seu rosto provavelmente era escondido por uma máscara.&lt;br /&gt;Não seria possível tamanha beleza dentro do mundo real.&lt;br /&gt;Sentou-se ao meu lado, e entoando belas cantigas fez-me levantar a cabeça e mirar seus olhos.&lt;br /&gt;Involuntariamente: com a força da vibração da sua voz, suave como um sussurro. Seu olhar me fez lembrar de coisas que eu nem sabia que havia esquecido.&lt;br /&gt;Então com uma de suas mãos tocou-me o rosto, que rapidamente se enrubesceu, como acontece por qualquer coisa.&lt;br /&gt;Fechei meus olhos, e ao abri-los novamente, já me havia desvencilhado de seu beijo.&lt;br /&gt;Fitou-me o rosto por intermináveis segundos sem pronunciar palavra alguma.&lt;br /&gt;Meu coração ainda não voltara ao pulso normal.&lt;br /&gt;Mas eis que os intermináveis segundos terminaram, e ele levantou-se, como fosse tudo planejado desde sempre.&lt;br /&gt;Como fosse tudo aquilo muito natural.&lt;br /&gt;E não deixou espaço para fantasia alguma na minha mente.&lt;br /&gt;Não havia imaginação mais abrangente que aqueles nítidos instantes.&lt;br /&gt;Entendi ali, naquele olhar, que tudo o que vivi até aquele momento valera à pena.&lt;br /&gt;Por ele. Ninguém mais.&lt;br /&gt;Hoje as cinzas invadem minha quarta feira, e eu provavelmente não voltarei a vê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-470894836524630252?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/470894836524630252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=470894836524630252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/470894836524630252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/470894836524630252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/12/fantasia.html' title='Fantasia.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7613567505956537883</id><published>2009-12-29T13:10:00.000-08:00</published><updated>2009-12-31T11:25:10.663-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>O menino que não sabia chorar.</title><content type='html'>Era uma vez um menino que nunca chorava. E tampouco precisava: tinha de tudo!&lt;br /&gt;Morava em uma casa simples com seu pai, seu irmão mais velho e um adorado gato de estimação.&lt;br /&gt;Todo dia, logo de manhã, o pai saía para trabalhar.&lt;br /&gt;O irmaõ chegava um pouco depois da saída do pai, brincava com o menino e saía novamente, nunca se sabia para onde.&lt;br /&gt;E quando os dois haviam ido embora, restava-lhe o gato para servir de companhia.&lt;br /&gt;De tarde o menino ia para o colégio. Levava, em segredo, o gato dentro da mochila.&lt;br /&gt;Não suportaria ficar sozinho.&lt;br /&gt;E sentia que, naquela pobre escola, por mais cercado de gente que estivesse - e sempre estava - estava sempre sozinho. A não ser, é claro, pela presença do tal gato.&lt;br /&gt;Quando a aula acabava, o menino ia direto para casa, voltar a ver seu pai e seu irmão.&lt;br /&gt;Mas o pai nunca chegava antes de o sol ir embora.&lt;br /&gt;Quase sempre o menino era recebido pelo irmãod, que lhe fazia companhia até o pai chegar.&lt;br /&gt;O menino adorava o irmão Simplesmente não existia felicidade sem ele.&lt;br /&gt;Quando o pai chegava, todos jantavam juntos. Em paz, enfim.&lt;br /&gt;E logo depois do jantar, o menino ia para o seu quarto. Ele e o gato.&lt;br /&gt;Os dois ouviam quietinhos a gritaria cotidiana entre o pai e o irmão.&lt;br /&gt;Geralmente, o irmão batia a porta com força e o pai se jogava, exatasiado, num banquinho de madeira perto da janela.&lt;br /&gt;O pai olhava o filho mais velho sumir noite adentro, e seu único consolo era saber que ele sempre voltava antes de o sol aparecer novamente.&lt;br /&gt;O menino entendia tudo isso sem ninguém explicar. Há coisasa que simplesmente &lt;strong&gt;são&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;E depois de um tempo, tornam-se até suportáveis.&lt;br /&gt;Seu gato lhe ensinara isso - sem pronunciar palavra alguma.&lt;br /&gt;Certo dia, o pai saiu e o irmão chegou - como de costume - ao nascer do sol.&lt;br /&gt;E como de costume, o menino e seu gato foram à escola.&lt;br /&gt;Ainda como de costume, ao voltar para casa o menino encontrou com o irmão.&lt;br /&gt;O pai tardou a chegar e a fome apertou, então os dois jantaram sozinhos.&lt;br /&gt;Não houve gritaria depois do jantar naquele dia, nem em nenhum outro dia a partir dali.&lt;br /&gt;O menino nunca chorou por sentir falta do pai, mas sentia.&lt;br /&gt;Sentia falta das broncas, dos abraços, dos olhares.&lt;br /&gt;Sentia até vontade de chorar, mas não chorava.&lt;br /&gt;Não sabia chorar e não sabia o porquê disso.&lt;br /&gt;Tem gente que chora demais - pensava ele - aí não sobra choro pra mim.&lt;br /&gt;E sua vida seguiu assim.&lt;br /&gt;Ele e seu gato voltavam da escola e esperavam o irmão chegar.&lt;br /&gt;Dia após dia, semana após semana, mês após mês.&lt;br /&gt;Mas após alguns anos, o irmão não voltou mais.&lt;br /&gt;Ninguém na pequena cidade sabia a razão ao certo, mas haviam rumores.&lt;br /&gt;Cada um mais cruel que o outro.&lt;br /&gt;O menino se trancou em casa por um tempo.&lt;br /&gt;Não suportava ouvir os rumores. Lhe davam vontade de chorar.&lt;br /&gt;Mas não chorou.&lt;br /&gt;Trancou-se, pois, junto ao gato. Seu gato era seu porto, era sua paz.&lt;br /&gt;Não havia, concluíra ele após algum tempo, razão para choro.&lt;br /&gt;O menino teve força de homem. Destrancou-se de casa e voltou para à escola.&lt;br /&gt;Vivia em meio a um torpor de um bege quase insuportável.&lt;br /&gt;Mas enquanto aquele bege não fosse cinza, o menino ainda podia suportar.&lt;br /&gt;Havia alguns anos que seu irmão desaparecera e o menino já fazia tudo automaticamente.&lt;br /&gt;Um dia, esqueceu-se de levar o gato consigo da escola para casa.&lt;br /&gt;Mas no dia seguinte, ao buscar o gato na escola, ele já não estava mais lá.&lt;br /&gt;Nem em lugar nenhum, aparentemente.&lt;br /&gt;O menino correu por toda a pequena cidade, passou pelas cidades vizinhas, distanciou-se de casa cada vez mais.&lt;br /&gt;Correu de sol a sol, sem parar, em busca do gato.&lt;br /&gt;Foi quando teve uma sensação inesperada: uma gota deslizava por seu rosto.&lt;br /&gt;O menino apreciou aquele momento inédito em sua vida. Uma lágrima! - pensava.&lt;br /&gt;Ficou tão feliz por enfim conseguir chorar que esqueceu-se até da tristeza.&lt;br /&gt;Suas pernas já não mais lhe acompanhavam, e seu corpo deu a busca ao gato por vencida.&lt;br /&gt;Deitou-se no chão árido que percorria e aproveitou aquele momento debaixo do escaldante sol dos trópicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7613567505956537883?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7613567505956537883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7613567505956537883' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7613567505956537883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7613567505956537883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/12/o-menino-que-nao-sabia-chorar.html' title='O menino que não sabia chorar.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4570059469041939327</id><published>2009-12-19T05:14:00.000-08:00</published><updated>2009-12-20T08:49:13.893-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>A Dor.</title><content type='html'>Depois da notícia fui ler sobre a Dor. Pensei que, vendo escrita a dor de celébres figuras, minha própria dor se acalmaria.&lt;br /&gt;Ao menos, teria eu, pobre criatura, algo em comum aos grandes nos quais me inspiro na hora de combinar palavras.&lt;br /&gt;Logo de cara, me encontrei com a visão de Carlos Drummond sobre a Dor.&lt;br /&gt;Sabe, concordo com ele. A dor não é sentida pelo que aconteceu, e sim pelo que gostaríamos que tivesse acontecido.&lt;br /&gt;Pelos planos em vão, pelos sentimentos sem reciprocidade, pelos esforços jogados no lixo, pelos sonhos abandonados, pelos textos sem final.&lt;br /&gt;Estas são coisas que doem.&lt;br /&gt;O resto não é dor. O resto é martirizar-se por detalhes.&lt;br /&gt;O resto é não saber dar valor.&lt;br /&gt;E não se pode, também, sentir a dor alheia.&lt;br /&gt;Como sabiamente escreveu Sheakspeare, "só o dono da dor sabe o quanto dói".&lt;br /&gt;Martha Medeiros acredita que a dor que a mais dói é a saudade.&lt;br /&gt;Talvez eu até concorde com ela, mas desde que ela se refira à saudade do que não aconteceu. Ah, COMO dói essa saudade.&lt;br /&gt;Chaplin deu-me uma maneira de reagir à essa dor, à essa saudade: fingir que já não me dói.&lt;br /&gt;Assim, mentindo para os outros quanto ao que há dentro de mim, e fingindo que o sorriso que há na minha boca chega aos olhos, talvez consiga eu, algum dia, acreditar também nas minhas próprias mentiras.&lt;br /&gt;Talvez eu consiga, de tanto mentir, tornar a falsa felicidade real.&lt;br /&gt;É um dom que todos os que conheço possuem. Eu devo possuir, também. Só não sei aonde está.&lt;br /&gt;E voltando à Drummond, como ele disse naquele primeiro texto que li antes de começar o meu próprio, "A dor é inevitável, o sofrimento é opcional".&lt;br /&gt;Nunca havia compreendido tal frase, agora compreendo.&lt;br /&gt;E desta vez, vou optar por não sofrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4570059469041939327?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4570059469041939327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4570059469041939327' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4570059469041939327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4570059469041939327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/12/dor.html' title='A Dor.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-6017683171986833789</id><published>2009-12-03T14:24:00.000-08:00</published><updated>2009-12-03T14:48:44.146-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Sono inquieto</title><content type='html'>Recostei minha cabeça involuntariamente - resolvi, enfim, ceder ao sono.&lt;br /&gt;E embalada por uma música lenta, meus sonhos me levaram a um lugar bem mais agradável que o que eu estava.&lt;br /&gt;Tive os velhos sonhos de sempre, com meu mundideal, viagens a Veneza, Paris e L.A.&lt;br /&gt;Sonhei que toda a culpa em mim se esvaía, as pessoas que amo - todas elas - estavam em paz entre si.&lt;br /&gt;Com palavras bem colocadas, tudo se havia resolvido - exatamente como eu sempre desejei que fosse.&lt;br /&gt;E todos ficaram feliz demais por terem seus problemas sanados, de modo que foram se divertir no papel de protagonistas que lhes fora concedido - passando minha presença de coadjuvante para figurante.&lt;br /&gt;E assim, minha presença já não era mais necessária.&lt;br /&gt;Por começar a me sentir um impecilho, desejei sumir.&lt;br /&gt;Mas ao invés de eu sumir, todos ao meu redor desapareceram.&lt;br /&gt;Devem ter ido viver suas vidas, pensei. E até fiquei feliz por isso.&lt;br /&gt;Mas sem eles por perto, tudo perdeu o gosto, tudo assumiu um triste cinza e tudo parou - tudo.&lt;br /&gt;Todo o cinza só não me deixou triste porque eu já havia descoberto há tempos que sempre estive sozinha.&lt;br /&gt;E porque guardava dentro de mim a esperança infantil de que, no lugar em que eles estivessem, sentiriam minha falta.&lt;br /&gt;Guiada por essa esperança, deitei-me no meio daquele cinza, para esperar que me tirassem dali e me levassem com eles.&lt;br /&gt;Desde sempre, no meu infinito paralelo, houveram cores.&lt;br /&gt;Mas essa regra, pelo que constatei, só era válida caso eles estivessem do lado de lá, o lado com os olhos abertos.&lt;br /&gt;Como disse, todo o cinza não me punha triste. Talvez um tanto nostálgica.&lt;br /&gt;E quando estava a ponto de sufocar, ela surgiu.&lt;br /&gt;Suas roupas não eram de nenhuma serventia.&lt;br /&gt;Sua figura era um borrão preto - única cor cabível naquele lugar.&lt;br /&gt;E como que por piedade, ela se aproximou de mim.&lt;br /&gt;Não me senti mal por sua piedade. Não naquele instante.&lt;br /&gt;E depois disso não senti mais nada. Nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-6017683171986833789?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/6017683171986833789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=6017683171986833789' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6017683171986833789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6017683171986833789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/12/sono-inquieto.html' title='Sono inquieto'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-2078779029655777569</id><published>2009-11-23T16:08:00.000-08:00</published><updated>2009-11-23T16:40:39.927-08:00</updated><title type='text'>Obrigada.</title><content type='html'>Obrigada pelo Samhain, foi muito importante pra mim.&lt;br /&gt;Obrigada por cada show, cada abraço, cada palavra dita, escrita ou cantada.&lt;br /&gt;Obrigada por estar do meu lado no dia do meu aniversário, foi FODA te ver e ver a Annie no mesmo dia. E chorar do seu lado. De felicidade, de realização.&lt;br /&gt;Obrigada pelas cinco vezes por semana no nosso amado (!!!) GLSTJ.&lt;br /&gt;Obrigada pelas opiniões sobre os textos, obrigada por me abraçarem depois de uma prova ou algo assim. Obrigada por terem feito a troca de turma valer a pena.&lt;br /&gt;Obrigada, MUITO obrigada pelas cartas. É um jeito muito fofo de amenizar a distância entre a gente.&lt;br /&gt;Obrigada por cada foto, cada filme, cada texto decorado em cinco minutos. Obrigada por estar do meu lado quando as cortinas fecharam. E quando abriram. E quando aplaudiram. E obrigada por toda terça feira antes e depois disso.&lt;br /&gt;Obrigada por tentar aprender e me ensinar harmonia ao mesmo tempo. E obrigada por horas no telefone ouvindo problemas meus como se os seus não bastassem.&lt;br /&gt;Obrigada por tons alcançados com esforço, obrigada por cantar Cazuza a Bandolins em duetos improvisados, obrigada por ter falado sobre wicca comigo lá no comecinho, logo que a gente se conheceu. A repercussão foi maior do que eu podia esperar ou entender.&lt;br /&gt;Obrigada pela troca de esmaltes, livros e confiança.&lt;br /&gt;Obrigada pelos mangás.&lt;br /&gt;Obrigada pelos piqueniques que virão e pelos que não foram. Valeu a tentativa.&lt;br /&gt;A gente só não pode ficar mais dez anos sem se ver, né ._.&lt;br /&gt;E obrigada por estar ao meu lado nos dias de chuva, mesmo longe de mim.&lt;br /&gt;Obrigada por Gossip Girl e pelas conversas aleatórias e teorias infrutíferas. Muito, muito obrigada por estar viva.&lt;br /&gt;Obrigada por passar um fim de semana desesperada comigo. Teria sido muito mais desesperador se eu estivesse desesperada sozinha. Você entendeu.&lt;br /&gt;Obrigada por me fazer rir (isso é para todos, sem exceção).&lt;br /&gt;Obrigada até por acreditar que eu vou pro 3º. ano (e não pense que eu vou agradecer por aquela sua cara assustadora de possuído! Isso nunca!).&lt;br /&gt;Obrigada por me tirar de casa, seja pra ler sobre satanismo ou o que for. Do seu lado, tudo vale a pena. E me desculpa por não ser tudo o que você merece.&lt;br /&gt;Obrigada por me permitir que eu conhecesse você como você é de fato, e desculpa se esse ano eu não fui o que se espera da melhor. Eu não fui o que se espera de si mesmo, mas ninguém é perfeito. E nenhuma distância, mágoa, troca de turma ou comentários de terceiros vão apagar o meu amor por você.&lt;br /&gt;Ai, merda. Tô quase chorando.&lt;br /&gt;É, amiguinha. Talvez eu tenha mesmo um coração &gt;.&lt;&lt;br /&gt;Obrigada por tentar enfiar química na minha cabeça. Independente do que aconteça daqui pra frente. E desculpa por tudo também. E vê se para de se cobrar tanto u_u&lt;br /&gt;Obrigada pelo pique-esconde no shopping, HAA *-*&lt;br /&gt;Obrigada pelas musiquinhas da Disney (menos a do Aladdin!).&lt;br /&gt;Gosto muito de vocês. Cresci muito com vocês. E admiro MUITO vocês.&lt;br /&gt;Ah, é isso aí, Luiz. Foda-se o seu ego. Gosto de ti pra caramba. É brega, mas conta sempre que precisar, ok. Vane, May, Vinicius: a mesma coisa pros três.&lt;br /&gt;Vocês nem devem ter noção da importância que têm pra mim.&lt;br /&gt;E já que é pra citar nomes... Obrigada pela paciência, Diego. E que venham muitas, muitas terças-feiras.&lt;br /&gt;Obrigada até mesmo pela ausência. Aprendi a valorizar vocês: Isa, Ale e Nathi-Chata. Saudades imensas.&lt;br /&gt;E por falar em saudades, te espero aqui em dezembro, primirmã (L)&lt;br /&gt;E... Peruana, te espero desde siempre y para siempre.&lt;br /&gt;Obrigada Panda e Nat, por passarem lá no colégio sempre que dá. Vocês fazem falta.&lt;br /&gt;Obrigada às hermanas, Mari e Nathi. Seguimos soñando y luchando *-*&lt;br /&gt;Obrigada por bater ponto na minha casa, Renata. Você sempre aparece na hora certa.&lt;br /&gt;Obrigada, May por acreditar em Austrália 2 – A saga. Um dia a gente consegue (yn)&lt;br /&gt;Lily e Babizinha, obrigada pelas palavras. Seja em posts ou em coments.&lt;br /&gt;Meninas do 1º ano: eu realmente espero passar para o 3º, HEH :D&lt;br /&gt;Mas é bom saber que vocês estão aí, como que por segurança. Gosto demais de vocês.&lt;br /&gt;Salvo piadas internas, é tudo isso pra todos vocês. E que venha o boletim!&lt;br /&gt;Já pensei bastante sobre o assunto, e pode vir o que for que eu tô pronta.&lt;br /&gt;Mas preciso, pre-ci-so de vocês comigo&lt;br /&gt;Nos vemos em 2010, BJSMIL.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-2078779029655777569?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/2078779029655777569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=2078779029655777569' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2078779029655777569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2078779029655777569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/11/obrigada_23.html' title='Obrigada.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4068030032565448690</id><published>2009-11-09T16:54:00.000-08:00</published><updated>2009-11-09T17:00:06.888-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia?'/><title type='text'>Abstinente</title><content type='html'>Nem lá nem cá, nem lá nem cá.&lt;br /&gt;Estou dentro e fora, estou no meio.&lt;br /&gt;E paralelamente, numa redoma.&lt;br /&gt;Só minha. E mais deles do que minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sou parte desse todo,&lt;br /&gt;esse monstro,&lt;br /&gt;esse louco que chamam de mundo.&lt;br /&gt;Mas estou fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o bobo da corte,&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;nunca fui a princesa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mentiram pra mim o tempo todo.&lt;br /&gt;Eu menti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou sozinha.&lt;br /&gt;Vulnerável aos meus próprios devaneios -&lt;br /&gt;consequência das minhas angústias acumuladas,&lt;br /&gt;que por sua vez são decorrentes de... De que mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde foi parar minha certeza?&lt;br /&gt;Aonde foi parar a minha voz?&lt;br /&gt;Queria mesmo era libertar-me desse bicho tosco&lt;br /&gt;No qual me transformei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eu sempre fui assim?&lt;br /&gt;Será que um dia isso passa e não volta?&lt;br /&gt;E será que, se não volta,&lt;br /&gt;Eu não volto mais também?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4068030032565448690?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4068030032565448690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4068030032565448690' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4068030032565448690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4068030032565448690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/11/abstinente.html' title='Abstinente'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7799552345740854399</id><published>2009-10-27T12:52:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T13:26:52.101-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>As ladeiras de Rebeca</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;A aula de física a fazia viajar. No começo, até tentava prestar atenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Mas eram tantas forças, setas, regras, fórmulas que não lhe restava outra escolha: a menina delicadamente repousou sua cabeça sobre o caderno aberto, a página em branco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Semicerrou os olhos e, com a caneta na mão, fazia rabiscos sem sentido em seu próprio punho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Embalada pela voz distante do professor, se concentrou na mais repetida das palavras: gravidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Ah, isso ela sabia bem o que era.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Sempre fora suscetível a quedas, tombos, acidentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Nunca tinha dado a devida importância a isso, mas agora era notável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Rebeca sentia como se estivesse em uma ladeira cujo destino inevitável era uma deserta rua sem saída.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;E como se houvesse alguém puxando, e puxando, e puxando, cada vez mais perto de colidir com a parede.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Tão rápido, mas tão rápido - ela pensava no caminho - de forma que ela nem notou que antes da parede havia um buraco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;E continuavam a puxá-la, e puxá-la, e ela seguia caindo, caindo, com um medo tamanho do que se daria que nem lhe passou pela cabeça tentar voar, correr na direção contrária. De repente se lembrou do caderno e da caneta e começou a escrever um conto sem nexo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;"Quando chegamos ao fundo do poço", escrevia, sabendo que a conclusão de seu conto seria piegas, " só nos basta olhar para cima e buscar uma saída.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Abriu os olhos, desperta, então.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7799552345740854399?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7799552345740854399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7799552345740854399' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7799552345740854399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7799552345740854399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/10/as-ladeiras-de-rebeca.html' title='As ladeiras de Rebeca'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-269994938225523206</id><published>2009-10-25T17:52:00.000-07:00</published><updated>2009-10-25T18:03:09.316-07:00</updated><title type='text'>Fones de ouvido</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Suas bocas se movem como quisessem dizer-me algo - provavelmente ralhar comigo, gritar, criticar.&lt;br /&gt;É só isso que sabem fazer, afinal.&lt;br /&gt;Mas não importa. Eles não conhecem meu segredo.&lt;br /&gt;Mal sabem eles que ecoa incansavelmente na minha cabeça uma melodia agradável que serve de barreira às palavras ásperas que eles me dirigem.&lt;br /&gt;Minha boca é a única que não se move.&lt;br /&gt;Meus olhos estão fechados e não importa nada além daquela suave melodia ecoando em minha mente.&lt;br /&gt;Queria que todos eles falassem uma outra língua, diferente da minha (&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;particularmente&lt;/span&gt;, acho meu desejo justo: todos eles são estrangeiros, de qualquer forma. Suas origens e seus caminhos diferem dos meus de uma forma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;impressionante&lt;/span&gt; - quase assustadora).&lt;br /&gt;Queria um idioma que só eu entendesse, para poder gritar a plenos pulmões tudo aquilo que guardo em mim (num lugar bem menos nobre do que o cedido às doces melodias).&lt;br /&gt;Queria não entender o que eles dizem, deixá-los matar-se sozinhos e ficar viva, mas não posso.&lt;br /&gt;Não posso porque sei o que se passa.&lt;br /&gt;E sei que, por mais que hajam divergências (e há. Muitas!), por algum motivo louco e até injusto, sou igual a todos eles.&lt;br /&gt;E o que faço, então? Ouço apenas o que julgo necessário - mesmo já tendo aprendido que não sei o que é necessário.&lt;br /&gt;Cabe à mim seguir cantarolando mentalmente música atrás de música, e ter os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;fones&lt;/span&gt; presos à orelha tão frequentemente quanto possível, como fossem os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;fones&lt;/span&gt; um amuleto, e como fosse eu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;supersticiosa&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-269994938225523206?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/269994938225523206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=269994938225523206' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/269994938225523206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/269994938225523206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/10/fones-de-ouvido.html' title='Fones de ouvido'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-2220652289480136623</id><published>2009-10-15T10:37:00.001-07:00</published><updated>2009-10-15T10:37:49.824-07:00</updated><title type='text'>Depois.</title><content type='html'>Imagine se certo dia você acordasse e se visse cercado por mentiras.&lt;br /&gt;Onde todas as suas verdades e certezas estivessem ao contrário, onde todos – todos, sem exceção – tivessem inventado uma história louca esperando que você acreditasse.&lt;br /&gt;Pois, foi o que me aconteceu.&lt;br /&gt;Acordei há uns dois dias atrás achando que era um dia como qualquer outro, mas logo o mundo deu sinais de não ser meu mundo.&lt;br /&gt;Achei que era um lugar bom, com pessoas boas, e encontrei rejeição, mentiras, e obstáculos cuja única intenção é dificultar minha vida por mero prazer.&lt;br /&gt;Eles deram nome às coisas, valor às coisas, mediram sentimentos.&lt;br /&gt;Mas isso dói em mim, porque minhas coisas não tem nome ou valor, e meus sentimentos, não tem tamanho.&lt;br /&gt;Fui ouvindo seus nomes, valores e medidas e não tive outra escolha senão aceitar quieta – coisa que nunca foi do meu feitio – as verdades desse mundo.&lt;br /&gt;De onde venho, cada um é livre para dizer o que quiser, pensar o que quiser, e todos acreditam, voluntariamente, na mesma verdade.&lt;br /&gt;Não se impõem verdades aos outros.&lt;br /&gt;Digo-lhes que é desesperador estar cercada por mentiras.&lt;br /&gt;Eu sei que há uma verdade, e acredito nela com todas as minhas forças. Mas é difícil acreditar nas suas verdades quando todo o mundo parece ter uma verdade oposta à sua.&lt;br /&gt;É como se eu tivesse uma vida antes dessa, onde meu nome era, sei lá, Maria. Ou qualquer outro nome que lhes agrade.&lt;br /&gt;Eu não tinha obrigações, nem grandes problemas ou dúvidas. Era absolutamente possível vislumbrar um “feliz para sempre”.&lt;br /&gt;Mas desde que acordei nesse outro mundo, incutiram a mim novo nome, me encheram de obrigações, problemas e dúvidas. E meu final feliz se distancia de mim juntamente com a clareza que antes havia em minha mente.&lt;br /&gt;Quero que alguém me liberte, mais que isso: preciso.&lt;br /&gt;Preciso mostrar a todos esses loucos hipnotizados que eu sei de toda a verdade: esse nome, essa cara, tudo, tudo: é mentira. É irreal.&lt;br /&gt;Fico torcendo para que seja um sonho e que os passarinhos cantem – já que não há despertador no meu mundo – até que eu acorde.&lt;br /&gt;Acho que nesse mundo louco e mentiroso, é tudo o que me resta, afinal: manter por mais um tempo esse sorriso na cara, fingindo que acredito que isso tudo não passa de um grande, cinzento e aterrorizante pesadelo.&lt;br /&gt;Se eu perder a esperança de acordar um dia, então terei perdido tudo.&lt;br /&gt;Mas um dia, vocês vão ver, eu vou voltar para o meu mundo.&lt;br /&gt;E cheia, cheia, cheia de histórias tristes para contar.&lt;br /&gt;Num cenário feliz, enfim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-2220652289480136623?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/2220652289480136623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=2220652289480136623' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2220652289480136623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2220652289480136623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/10/depois.html' title='Depois.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-2334057721709108776</id><published>2009-10-10T10:52:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T11:10:55.139-07:00</updated><title type='text'>Hora marcada</title><content type='html'>&lt;div&gt;Tudo começou às 00h00min. Aquele número simétrico, redondo me fitava como se me mandasse ter sono. Logo a mim! Ter sono é para os fracos!&lt;br /&gt;Mostrei a língua àquele relógio intrometido e me voltei ao caderno novamente.&lt;br /&gt;Escrevi, escrevi, escrevi. Me deixei levar pelas palavras. Lá no último ponto final me permiti um olhar além janela: todas as luzes apagadas, todos os sons silenciados, nenhuma alma viva na rua.&lt;br /&gt;Depois de muito resistir mirei outra vez o relógio, que me dizia, efusivo que eram 01h01min.&lt;br /&gt;Humildemente admiti minha fraqueza e, dominada pelo sono, me encaminhei até a cama.&lt;br /&gt;Lá chegando, fui recebida por uma atmosfera convidativa e confortável, onde tive dois ou três sonhos de que me lembre.&lt;br /&gt;Sendo que, de tempos em tempos, uma vontade súbita de olhar o relógio me fazia despertar e constatar que eram, sucessivamente, 02h02min, 03h03min, 04h04min e 05h05min.&lt;br /&gt;Ao ver piscando 06h06min no meu relógio, não tentei dormir até as 07h07min. Mesmo porque, estava quase na hora de acordar para o dia.&lt;br /&gt;Até o colégio, me esqueci do relógio. Mas isso somente até dado instante. Mais especificamente até as 08h08min.&lt;br /&gt;E assim foi, irritantemente seqüencial, passando por 09h09min, 10h10min, 11h11min e assim por diante.&lt;br /&gt;Às 15h15min já não agüentava mais. Decidi que não ia nunca mais ver as horas pelo resto da minha vida.&lt;br /&gt;Mas não pude resistir: às 16h16min simplesmente meu braço tomou vontade própria e me fez olhar o relógio novamente, quebrando minha promessa.&lt;br /&gt;Foi então que gritei, e no meio da rua, todos os passantes me fitavam, aflitos.&lt;br /&gt;Então o céu escureceu, e juntei meu medo ao dos passantes.&lt;br /&gt;Enquanto as nuvens cobriram o sol, permaneceu uma expressão aterrorizada nos rostos de todos no mundo, e seus corpos não se mexiam.&lt;br /&gt;Eram como estátuas esculpidas por alguém de muito mau gosto: a agonia se via nos olhos, nas marcas de expressão, na imobilidade daquelas pessoas.&lt;br /&gt;E às 17h17min, por ironia ou destino, olhei incrédula para o relógio.&lt;br /&gt;E aí então, de repente, o céu se abriu.&lt;br /&gt;Mas a agonia dos olhos e das marcas de expressão não foi embora.&lt;br /&gt;Tampouco elas voltaram a se mover.&lt;br /&gt;Era desesperador.&lt;br /&gt;E assim – desesperador – tem sido até hoje.&lt;br /&gt;Naquele dia constatei que sempre estive sozinha.&lt;br /&gt;Desde então tenho vagado pelo mundo onde o tempo parou para todos exceto para mim, e minha única distração – ou castigo? – é olhar o relógio e notar sempre a infeliz coincidência entre hora e minuto.&lt;br /&gt;O tempo parou e ninguém se deu conta. Quando é que alguém vai sair do gelo e vir me salvar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-2334057721709108776?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/2334057721709108776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=2334057721709108776' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2334057721709108776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2334057721709108776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/10/hora-marcada.html' title='Hora marcada'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-9218208854117835053</id><published>2009-10-04T16:15:00.000-07:00</published><updated>2009-10-04T16:39:08.518-07:00</updated><title type='text'>O gato.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Cinza, como de costume. Assim eram todos os dias naquele algum lugar em meio ao frenético mundo adulto.&lt;br /&gt;De dois em dois segundos alguém dava uma olhadela disfarçada no relógio de pulso e confirmava pela milésima vez que já era tarde.&lt;br /&gt;Ouvia-se um murmúrio quase silencioso, mas ninguém se preocupou em saber o que era dito.&lt;br /&gt;Caso se preocupassem, descobririam um pequeno menino perdido em meio àquele frisson de segunda feira na hora do rush.&lt;br /&gt;Ele cantarolava uma música qualquer, bem baixinho, sem querer perturbar.&lt;br /&gt;De repente, a mulher bem vestida e com postura de quem é casada com gente importante sentiu um puxão na sua saia.&lt;br /&gt;Notou instantaneamente que o murmúrio cessara, e ao olhar para baixo avistou um pequeno menino de olhar doce.&lt;br /&gt;A mulher manteve a pose de bem casada e olhou fixamente para o menino esperando que ele dissesse o que queria. Mas o menino nada disse e apontou para os trilhos do metrô.&lt;br /&gt;A tal mulher seguiu com o olhar a direção para a qual apontava o menino e a primeira vista, não entendeu. Em poucos segundos decidiu que o menino merecia um olhar mais atencioso e só então viu: havia um gato, quietinho, procurando se aquecer nos trilhos do trem.&lt;br /&gt;Era um gato muito pequeno, e imóvel de tal forma que parecia até mentira. Mas havia um brilho inexplicável nos olhos do gato que a fizeram ter certeza de que ele era de verdade.&lt;br /&gt;A mulher se voltou ao menino para dizer que tiraria o gato dali, mas o menino já se fora. Não havia mais murmúrio, não havia mais puxão na saia, havia o frisson de segunda-feira e nada mais.&lt;br /&gt;A mulher pensou em perguntar sobre o menino aos homens de paletó ao seu lado, mas em seus olhos não havia brilho. Em seus corpos não parecia haver vida, de forma que a mulher chegou a pensar que estavam todos mortos. Mas seus movimentos maquinais de olhar o relógio a cada dois segundos a faziam ter certeza de que eram humanos de verdade.&lt;br /&gt;De um súbito ouviu o barulho inconfundível do trem se aproximando. A mulher olhou para o trem passando e deixou uma lágrima borrar-lhe a maquiagem.&lt;br /&gt;Houve um blackout no metrô e via-se um borrão branco se esvaindo dos trilhos do trem. Formava-se, na frente da mulher, a imagem de um pequeno menino de olhar agora nostálgico, e ouvia-se uma música qualquer cantarolada numa voz triste de criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me senti mal ao escrever esse conto. A inspiração veio quando eu estava esperando o metrô pra ir à aula de canto. Sabe aquelas idéias que vem num fôlego só? Dessa vez foi assim.&lt;br /&gt;Fiquei sinceramente feliz com o resultado que teve o último post (Anjo da Morte). Surpresa, e muito feliz.&lt;br /&gt;Espero me sentir mais vezes assim durante a vida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-9218208854117835053?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/9218208854117835053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=9218208854117835053' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/9218208854117835053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/9218208854117835053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/10/o-gato.html' title='O gato.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-9064728814463040156</id><published>2009-09-16T18:52:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T18:54:13.866-07:00</updated><title type='text'>Anjo da morte.</title><content type='html'>Vou lhes contar uma triste história. Triste história com triste final.&lt;br /&gt;De tempos em tempos me mandavam à Terra para que eu desse fim a certas vidas.&lt;br /&gt;Quem me mandava era a própria Morte, pois confiava na minha capacidade e já era velha demais para fazer o trabalho sujo.&lt;br /&gt;Eu era jovem na época, e estava entusiasmada.&lt;br /&gt;Era o trabalho maior que já havia caído em minhas mãos.&lt;br /&gt;Eu tinha que dar cabo de um magnata, um velho rico e sozinho.&lt;br /&gt;E dependendo de como me saísse, receberia minha tão sonhada promoção.&lt;br /&gt;Matar o velho foi simples. Jovem que eu era, apareci irresistível frente a ele e o seduzi com meias-verdades.&lt;br /&gt;Isso era banal. Aprendi algo importante com meu tempo de trabalho: quanto mais dinheiro e quanto menos pessoas um velho convive, mais suscetível é seu ego a elogios.&lt;br /&gt;Casamos-nos em dois meses. Na noite de núpcias tratei de por uma discreta quantidade de morfina na refeição que a cozinheira levou horas preparando.&lt;br /&gt;Desde o velório do velho, fiz-me de viúva recatada e permiti a aproximação de um homem que insistia em dizer que era um grande admirador do meu falecido marido.&lt;br /&gt;Pois, com o tempo percebi que esse tal amigo cheio de compaixão estava atrás de um casamento de fachada que pudesse esconder uma obviedade: ele era gay.&lt;br /&gt;Lembro-me bem do jeito cuidadoso em que ele me propôs o casamento e me contou sobre sua opção. Ah, como se fosse necessário alguém dizer.&lt;br /&gt;Um dia antes do meu segundo casamento, fui acometida por uma súbita vontade de matar meu noivo, e o fiz. Nenhum familiar foi velar sua morte.&lt;br /&gt;Voltei para a casa da Morte e ela me disse que não matasse mais pessoas ao léu. Ou que ao menos a avisasse primeiro. O inferno estava cheio de gente sem saber onde estava e para onde ir.&lt;br /&gt;Ao voltar à Terra, vi um menino. Uma criança que começava a ser adulto. Ele saiu a gritar por todas as ruas: “Eu vi a cara da morte! Eu vi! E ela está viva! Quer matar a todos nós!”.&lt;br /&gt;As crianças sabem de tudo, tomei como lição. Não podia permitir que todos soubessem quem eu era. Não tive outra escolha senão arrastá-lo para um beco ermo e fazê-lo calar-se.&lt;br /&gt;Não voltei à casa da Morte, ela tampouco me recriminou. Deve haver entendido que a morte do menino fez-se necessária.&lt;br /&gt;Bom, minha rotina era essa, a partir de então. Discretamente seduzia minhas vítimas e as levava aonde bem quisesse para o ataque. Como um vampiro. E nada da minha promoção chegar.&lt;br /&gt;Estava bem perdida na cidade grande, o barulho das buzinas me atordoava.&lt;br /&gt;Fui parar num lugar de luzes fracas e música alta e inaudível ao mesmo tempo, de alguma forma.&lt;br /&gt;E uma puta do lugar me encantou de tal maneira que não lhes saberia descrever.&lt;br /&gt;Passamos a noite juntas, entre garrafas de um vinho barato e conversas sobre vida e morte.&lt;br /&gt;Ela me falava sobre o amor, e demorei a entender do que se tratava.&lt;br /&gt;Tive raiva do poder que esse sentimento mundano tinha. Era um poder que eu não tinha. Que a Morte não tinha. Como reles mortais poderiam merecer tal dádiva?&lt;br /&gt;Tive raiva daquela puta. Matei-a num impulso, assim como fiz com meu falecido segundo noivo – que a Morte o tenha, amém.&lt;br /&gt;Saí do lugar com gosto de vinho barato na boca, e pensando sobre vida e morte. Pensando sobre como matar tinha se tornado um passatempo. Era divertido, entende?&lt;br /&gt;O ser humano tem tanta crença em si mesmo e se vê importante de tal maneira que não espera ser passado para trás por alguém em quem confiou.&lt;br /&gt;A Morte me chamou de volta à sua casa, e me falou sobre a puta com desprezo.&lt;br /&gt;Expulsou-me de seu covil e com a expulsão se foram todas as minhas chances de vir a ser a Morte um dia. O que seria da minha vida agora? Voltei à Terra desolada.&lt;br /&gt;Tropecei numa pedra e ao erguer a cabeça novamente, me deparei com a visão mais bela que presenciei em toda minha existência. Era um homem. Um desses humanos, sabe?&lt;br /&gt;Cujo rosto com traços duros e um sorriso de canto da boca me encantavam mais que o vinho barato, que as luzes fracas, que a puta.&lt;br /&gt;Sem pudor nenhum tentei seduzi-lo. Mas sem intuito de matá-lo.&lt;br /&gt;Mas ele não correspondeu às minhas expectativas, ao contrário das outras vítimas.&lt;br /&gt;Falou-me sobre seu amor por tal pessoa. Eu não era essa pessoa. Eu não era o alvo desse tal amor.&lt;br /&gt;Tive raiva dele e de seu amor também. E tive vontade de matá-lo.&lt;br /&gt;Mas compreendi que não suportaria conviver com a culpa de tê-lo matado.&lt;br /&gt;E então, em seus braços, como cena final de um drama, morri quatro vezes. Uma pelo magnata, uma pelo noivo gay, uma pelo menino e uma pela puta.&lt;br /&gt;E comigo nos braços, o tal homem chorou.&lt;br /&gt;Chorou como nunca um homem se permitiu chorar em todo o mundo.&lt;br /&gt;Chorou porque viu, em seus braços, a morte morrer por amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-9064728814463040156?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/9064728814463040156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=9064728814463040156' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/9064728814463040156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/9064728814463040156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/09/anjo-da-morte.html' title='Anjo da morte.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4040023395750862571</id><published>2009-09-14T14:48:00.001-07:00</published><updated>2009-09-14T15:15:13.602-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Selos'/><title type='text'>Selo! *-*</title><content type='html'>Selo!&lt;br /&gt;A Babi do &lt;a href="http://ellaenpalabras.blogspot.com/"&gt;Ella en Palabras &lt;/a&gt;me deu esse selo aqui, ó:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/Sq65zrxbq9I/AAAAAAAAAFE/kMrUToB1Lkg/s1600-h/05.+Ella+en+Palabras.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/Sq66K-z_ThI/AAAAAAAAAFM/muD8IQlG-6k/s1600-h/05.+Ella+en+Palabras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381443302576836114" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 275px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/Sq66K-z_ThI/AAAAAAAAAFM/muD8IQlG-6k/s320/05.+Ella+en+Palabras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, Babi *-* Não tive paciência de postar os outros selinhos que ganhei antes desse, mas realmente tenho blogs a indicar, então... Vamos às regras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A) Escrever uma lista com 8 características suas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;01. Dramática&lt;br /&gt;02. Perfeccionista&lt;br /&gt;03. Leal&lt;br /&gt;04. Confusa&lt;br /&gt;05. Orgulhosa&lt;br /&gt;06. Exibida&lt;br /&gt;07. Sincera&lt;br /&gt;08. Prepotente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;B) Convidar 8 blogueiras para receber o selo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;01. &lt;a href="http://comentalanomeublog.blogspot.com/"&gt;Gabi&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;02. &lt;a href="http://poweroftheword-lilly.blogspot.com/"&gt;Lily&lt;/a&gt; (leiam &lt;a href="http://osescolhidos-lilly.blogspot.com/"&gt;esse&lt;/a&gt; também)&lt;br /&gt;03. &lt;a href="http://pirulito-no-palito.blogspot.com/"&gt;Sofia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;04. &lt;a href="http://descafeinando.blogspot.com/"&gt;Rebeca&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;05. &lt;a href="http://www.jadeamorim.com/"&gt;Jade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;06. &lt;a href="http://theuniverseconspires.blogspot.com/"&gt;Beatriz&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;07. &lt;a href="http://aprendizdaimaginacao.blogspot.com/"&gt;Bruna&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;08. &lt;a href="http://garotaslunaticas.blogspot.com/"&gt;Simone&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;C) Comentar no blog de quem lhe deu o selo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já comentei *-* Obrigada novamente, Babi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;D) Comentar no blog de quem você escolheu.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Vou lá agora (:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4040023395750862571?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4040023395750862571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4040023395750862571' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4040023395750862571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4040023395750862571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/09/selo.html' title='Selo! *-*'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/Sq66K-z_ThI/AAAAAAAAAFM/muD8IQlG-6k/s72-c/05.+Ella+en+Palabras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-1825905159659476287</id><published>2009-09-13T16:22:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T17:30:52.445-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blorkutando'/><title type='text'>Volume máximo</title><content type='html'>Quando pequena, ouvia música clássica. Altas doses de Vivaldi, Beethoven, Strauss, Chopin, Bach (oh, Bach!), Tchaikóvski, entre outros. Queria ser bailarina, viver num mundo cor-de-rosa para sempre.&lt;br /&gt;Havia também, como não? Xuxa, Eliana, Angélica, Bia Bedran, e mais. Gostava de ser criança. Gostava de me achar bailarina, gostava de ser cor-de-rosa.&lt;br /&gt;Mas a música que marcou minha infância efetivamente - a ponto de me vir à cabeça toda vez que vejo minhas fotos de criança - foi Aquarela, de Toquinho.&lt;br /&gt;Até hoje ouvir essa canção me transporta para um dia de céu azul - um fim de tarde - onde o clima é ameno e há balanços e crianças rindo por toda parte.&lt;br /&gt;Ouvi Aquarela um número incontável de vezes na minha vida. E levava sua letra como verdade absoluta, como filosofia de vida.&lt;br /&gt;Até que um dia parei para prestar atenção nas músicas que minha mãe deixava a rádio tocar diariamente: MPB de todos os ângulos. Bossa nova, samba, chorinho, maxixe, rock e pop nacional.&lt;br /&gt;E prestando atenção nas letras, me deparei com uma jóia: Quase sem querer, Legião Urbana.&lt;br /&gt;Nunca uma música havia me definido tão bem: "Tenho andado distraído, impaciente e indeciso / E ainda estou confuso só que agora é diferente / Tô tão tranquilo e tão contente". Era exatamente como me sentia. Confusa, sim. Mas feliz. Feliz de uma maneira, por assim dizer... Confusa. Era isso, era isso o que eu era!&lt;br /&gt;E fui cada vez mais me apaixonando desvairadamente por música. Fosse o estilo que fosse. Era como se música tivesse se tornado um vício. Andava o tempo todo com um fone no ouvido. Escutava de tudo. Tu-do. Mesmo que não gostasse, ouvia. Não me considero eclética. Nunca fui. E espero não ser. Apenas sou receptiva à coisas novas.&lt;br /&gt;Músicas novas representam pessoas novas, influências novas, novas vivências.&lt;br /&gt;Há bem pouco tempo, um ano apenas, comecei a fazer aulas de música. Aí então, me perdi totalmente nesse mundo maravilhoso. Comecei a montar, de verdade, minha trilha sonora. E com a &lt;strong&gt;minha voz, minha marca,&lt;/strong&gt; o que é a melhor parte.&lt;br /&gt;E há menos ainda de um ano, comecei a praticar teatro. Também me encantei com esse mundo, devo dizer.&lt;br /&gt;E hoje, com todo meu histórico de músicas ouvidas ao longo dos anos, posso dizer: não há, em todo o mundo, música - por mais linda que seja sua poesia - que tenha importância maior que o som dos aplausos ao fim do espetáculo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-1825905159659476287?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/1825905159659476287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=1825905159659476287' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1825905159659476287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1825905159659476287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/09/volume-maximo.html' title='Volume máximo'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4328615788536530021</id><published>2009-09-11T18:30:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T18:33:57.436-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia?'/><title type='text'>Talvez nada tivesse sentido - nem sequer o que não foi vivido</title><content type='html'>Talvez fosse tudo mesmo "uma sombra que passa",&lt;br /&gt;E talvez a vida não tivesse a mesma graça,&lt;br /&gt;A mesma vida, a mesma cor, o mesmo gosto.&lt;br /&gt;Talvez eu mesma não tivesse o mesmo rosto,&lt;br /&gt;Vivacidade e o coração pra poder ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez trouxesse eu hoje&lt;br /&gt;Meu coração inteiro roto&lt;br /&gt;Aos pedaços, quase morto&lt;br /&gt;Se não fosse por você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4328615788536530021?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4328615788536530021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4328615788536530021' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4328615788536530021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4328615788536530021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/09/talvez-nada-tivesse-sentido-nem-sequer.html' title='Talvez nada tivesse sentido - nem sequer o que não foi vivido'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-9114272020039627740</id><published>2009-09-09T10:03:00.000-07:00</published><updated>2009-09-09T10:07:46.685-07:00</updated><title type='text'>Um anseio maior que eu.</title><content type='html'>Já entendi o que me atrai em você.&lt;br /&gt;Você tem o gosto do impossível. Um tom desafiador ao qual eu não resisto.&lt;br /&gt;Preciso provar a mim mesma que posso te alcançar, é uma questão pessoal.&lt;br /&gt;Alguns dirão que é insanidade e eu - insana que sou - lhes direi que não me importo.&lt;br /&gt;Pois te desejo com todas as minhas forças e me sentirei plena ao te conquistar.&lt;br /&gt;Não quero mais nada nessa vida senão contar nossas histórias.&lt;br /&gt;E chegar velinha ao fim da vida podendo dizer que vivi disso - e que vivi feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-9114272020039627740?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/9114272020039627740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=9114272020039627740' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/9114272020039627740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/9114272020039627740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/09/um-anseio-maior-que-eu.html' title='Um anseio maior que eu.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4274150289657830161</id><published>2009-09-07T06:15:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T06:46:34.256-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Vou-me embora para o Reino Unido</title><content type='html'>&lt;p&gt;Oh, que dia feliz! Dia 7 de Setembro. Dia do que mesmo? Ah, sim. Dia da Independência do Brasil.&lt;br /&gt;Pois, devo dizer a vocês o que eu, pessoalmente, comemoro dia 7 de Setembro: eu comemoro o dia dos ruivos.&lt;br /&gt;Sim! &lt;strong&gt;Existe&lt;/strong&gt; um dia dos ruivos! Na Holanda tem passeata e tudo para comemorar!&lt;br /&gt;Não vou me prolongar muito nesse post, só quero deixar uma coisa bem clara: para quem achava que os ruivos iam se extinguir até 2060, engana-se. Existem ruivos o suficiente no mundo para que o rutilismo seja perpetuado por muitos e muitos anos ainda.&lt;br /&gt;Feita a devida introdução, vou deixar uma lista que encontrei no meu diário, escrita há um tempo atrás, sobre &lt;strong&gt;Coisas chatas em ser ruiva&lt;/strong&gt;: &lt;/p&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Ficar vermelha por tudo;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ser daquele branco-zumbi para sempre - mesmo depois de uma semana sob o sol;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ser olhada como estranha na rua (sério, é desconfortável);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;As pessoas decoram seu rosto e nome por causa do seu cabelo (isso é pés-si-mo no colégio);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Sardas que aparecem mesmo com toda a base e corretivo do mundo;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Gente inconveniente perguntando se eu sou adotada (JU-RO);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Gente inconveniente que acha que todo ruiva tem que ser pervertida;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ouvir apelidos maldosos que fazem alusão ao cabelo (não venha me dizer que arroto de fanta é sutil, porque não é);&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ver gente que acha que eu tô mentindo quando digo que não pinto o cabelo&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ouvir, frequentemente: "ah, cala a boca. Você é ruiva". Enche o saco (ouviu, Thatiix? -SEM BRINKS)&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;p&gt;Bom, apesar dos pesares, eu gosto de ser ruiva. É legal, sabe? Diferente, sei lá. Não queria ser de outro jeito. Feliz dia dos ruivos!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4274150289657830161?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4274150289657830161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4274150289657830161' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4274150289657830161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4274150289657830161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/09/vou-me-embora-para-o-reino-unido.html' title='Vou-me embora para o Reino Unido'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-1837708656286866453</id><published>2009-09-06T09:55:00.000-07:00</published><updated>2009-09-06T12:57:14.791-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Once Upon a Time'/><title type='text'>Caminhos diferentes.</title><content type='html'>Nunca fui com a cara daquelas meninas. Nenhuma de nós duas, na verdade. Nunca fomos com a cara delas. Sempre cheias de risinhos e falsa simpatia, sempre prontas para falar mal de nós quando não estávamos por perto.&lt;br /&gt;E um belo dia, admito, me distanciei dela. Fui em busca de novos horizontes, novas melhores amigas, quem sabe? Estávamos começando a trilhar caminhos diferentes.&lt;br /&gt;Me doía um pouco saber que nos distanciávamos: era a primeira vez que sentia isso em anos de amizade. E pior: sabia que a culpa era minha.&lt;br /&gt;Num outro dia, - este já não tão belo assim - combinei de sair com amigos mais recentes, todos anseando por novos horizontes e caminhos diferentes.&lt;br /&gt;Foi quando ela cruzou meu caminho. Assim, como quem viaja para longe e volta um dia, ela pareceu estar de volta à minha vida. De volta aos meus horizontes, de volta ao meu caminho.&lt;br /&gt;Mas não. Haviam aqueles risinhos em torno dela. Aqueles mesmos risinhos que tanto criticamos. Eu a vi de braços dados com a falsidade personificada. Assim, em praça pública, como se não fosse constrangedor.&lt;br /&gt;Naquele momento foi como se uma parte de mim tivesse sumido. Logo minha melhor amiga?! Com aquelas pessoas que sempre consideramos de um universo paralelo ao nosso - com a graça divina, aliás. Como isso era possível? &lt;br /&gt;Quem havia mudado nessa história? Eu tinha certeza de que mantivera meu caráter e minha personalidade intacto. Não soube o que fazer. Não lhe ofereci um sorriso aquele dia, nem nunca mais.&lt;br /&gt;Às vezes sinto falta de uma pessoa com quem compartilhei a infância, mas que posso fazer? O tempo é assim mesmo, desgasta os sentimentos pouco a pouco. Quando você se dá conta, está sendo igual aos que criticou outrora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-1837708656286866453?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/1837708656286866453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=1837708656286866453' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1837708656286866453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1837708656286866453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/09/caminhos-diferentes.html' title='Caminhos diferentes.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4633423121350114184</id><published>2009-09-03T19:45:00.000-07:00</published><updated>2009-09-03T19:46:06.106-07:00</updated><title type='text'>Diariamente.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acorde de manhã bem cedo disposto a fazer desse dia o dia mais produtivo da sua vida.&lt;br /&gt;Olhe para o sol e admire sua beleza sem tentar chegar a nenhum paralelo filosófico ou moral edificante sobre a existência dos astros.&lt;br /&gt;Resista às tentações. Se preocupe mais em cumprir as promessas que fizer a você mesmo.&lt;br /&gt;Diga que você ama as pessoas que você ama. Use as palavras até gastar. E não se preocupe: elas não gastam.&lt;br /&gt;Ligue para amigos de infância e combine de sair com eles. Retome aquela pós-graduação que você largou no meio. Não se preocupe com o tempo.&lt;br /&gt;Não leve trabalho para casa. Nunca.&lt;br /&gt;Vá ao cinema porque tal filme lhe despertou interesse, não porque a crítica disse que era bom.&lt;br /&gt;Reclame menos.&lt;br /&gt;A vida é um sopro, e nossa rotina, não significa quase nada diante da grandeza das coisas.&lt;br /&gt;O tempo é precioso demais para gastarmos em reclamações.&lt;br /&gt;Vá dormir com a sensação de dever cumprido e vontade de deitar, porque dormir é bom também.&lt;br /&gt;Agradeça pelo bom dia ao deus que você acredita. E se não acreditar, agradeça a você mesmo, já que foi você quem gerou um dia tão bom.&lt;br /&gt;Tenha bons sonhos, mas não tenha medo dos pesadelos. Se vierem os pesadelos, não acorde assustado. Deixe-os acontecer e drible-os sem que se perceba.&lt;br /&gt;Porque isso é a vida, na verdade. E o resto… O resto é silêncio.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4633423121350114184?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4633423121350114184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4633423121350114184' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4633423121350114184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4633423121350114184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/09/diariamente.html' title='Diariamente.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-607046761144130180</id><published>2009-08-24T10:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-24T10:32:33.017-07:00</updated><title type='text'>Telepatia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nunca entendi porque alguns desejam ler o pensamento alheio.&lt;br /&gt;Maldita mania humana de cuidar da vida dos outros!&lt;br /&gt;De que nos valeria tal poder se mal logramos compreender nossos próprios pensamentos?&lt;br /&gt;Além disso, há um segredo. Segredo esse que poucos conhecem. Muitas coisas existem sem necessidade. Saber o que os outros pensam, por exemplo.&lt;br /&gt;Não contem a ninguém, mas saberão de coisas inacreditáveis se retomarem um velho hábito: fitar profundamente os olhos de quem está ao seu lado.&lt;br /&gt;Veja aquela senhora alimentando aquelas pragas daqueles pombos. Seu olhar é doce como o de uma criança. Em momento algum ela pensa em estimular uma praga, ela deseja apenas alimentar os pombos. Está nos olhos dela.&lt;br /&gt;Olhe bem fundo nos olhos daquele homem engravatado que passa com pressa ao seu lado: a pressa em seus olhos é nítida, mas não tem razão de existir.&lt;br /&gt;O tal homem acostumou-se com a pressa. Não sabe porque corre, mas traz consigo a preocupação em ter tempo de fazer tudo. Sendo que nem ele mesmo sabe que “tudo” é esse.&lt;br /&gt;Talvez ele até saiba que tudo não cabe no tempo, mas isso não há como saber. O homem passou rápido demais, não foi possível ver tudo que havia em seus olhos.&lt;br /&gt;Repare agora naquela mulher bem-vestida, de sorriso indestrutível sustentado em seu rosto.&lt;br /&gt;Agora esqueça o sorriso e veja seus olhos. Viu? Os olhos são distantes. Seu sorriso é uma máscara pousada sobre a distância entre seus sonhos e a realidade.&lt;br /&gt;Treine por algum tempo olhando a fundo olhares diversos. E quando for capaz de ler cada pensamento, cada dúvida, cada anseio, só de olhar a fundo um par de olhos por sete ou oito segundos, vai entender por fim a inutilidade da telepatia.&lt;br /&gt;Se desejar saber o que penso, pergunta-me. E enquanto te respondo, olhando fundo nos meus olhos, verás sinceridade.&lt;br /&gt;Não presumas o que penso só por olhar meus olhos.&lt;br /&gt;Preciso que precises saber o que penso.&lt;br /&gt;Preciso que acredite na verdade das minhas palavras. Eu preciso das palavras. E minha respostas precisam de suas perguntas.&lt;br /&gt;Olha-me nos olhos quando alas comigo, mas falas.&lt;br /&gt;Porque assim como os olhos, as palavras existem.&lt;br /&gt;E muitas das coisas que existem, existem por necessidade. E devemos fazer uso delas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-607046761144130180?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/607046761144130180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=607046761144130180' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/607046761144130180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/607046761144130180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/telepatia.html' title='Telepatia'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-5386853119678096119</id><published>2009-08-22T14:46:00.000-07:00</published><updated>2009-08-22T14:47:16.868-07:00</updated><title type='text'>Não é você, sou eu.</title><content type='html'>- Alô? Oi. Tudo bem? Desculpa por não ter atendido às tuas ligações, tinha muita coisa na minha cabeça. Aliás, tem ainda. Pode parecer estranho depois de isso tudo eu mesma te ligar, eu sei. É que não dava mais pra adiar, precisava falar com você. Não fala nada, por favor. Só me escuta. Antes de tudo, eu quero te lembrar que valeu cada segundo que eu vivi do seu lado. Queria te dizer que vou ficar com remorso por tudo o que possivelmente vai acontecer hoje. Você não tem noção de como isso tudo está sendo doloroso para mim, nem sei como dizer isso... Desculpa por não fazer durar mais, mas o nosso namoro termina aqui. Não, não chora, por favor! Eu sei, pode parecer precipitado, mas só tem esse jeito mesmo. Não, eu não deixei de gostar de você, eu te admiro demais, mas é que eu conheci muita gente nos últimos dias, eu só preciso de um tempo para pensar… Nem precisa dizer: eu sei que quando eu decidir vai ser tarde demais se eu quiser voltar atrás… Mas é que para ser sincera, eu já tenho quase certeza da minha decisão. E eu não quero te fazer sofrer, mas eu não podia viver angustiada, entende? Eu sei, eu liguei preparada para qualquer reação sua. Eu não vou te pedir para falar comigo, muito menos ser gentil comigo, afinal o namoro começou por insistência minha… Eu nem vou pedir nada. Só esperar que um dia você entenda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-5386853119678096119?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/5386853119678096119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=5386853119678096119' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/5386853119678096119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/5386853119678096119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/nao-e-voce-sou-eu.html' title='Não é você, sou eu.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-8041542479826579191</id><published>2009-08-16T13:37:00.000-07:00</published><updated>2009-08-16T13:49:29.560-07:00</updated><title type='text'>Blog em manutenção</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-8041542479826579191?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/8041542479826579191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=8041542479826579191' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8041542479826579191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8041542479826579191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/blog-em-manutencao.html' title='Blog em manutenção'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-2304865113203963098</id><published>2009-08-12T09:40:00.000-07:00</published><updated>2009-08-14T14:34:01.166-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PostIt'/><title type='text'>Já que somos, sejamos.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ah!, as perguntas clássicas. As que eu mais me fiz na vida (depois de “PORQUE DIABOS EXISTE MATEMÁTICA?”, claro). Para onde eu vou quando morrer? Qual o sentido da vida? Quem sou eu?Bom, é justo que eu não saiba para onde vou quando morrer, já que ainda não morri. Não quero sabê-lo agora. Não quero morrer agora.É justo também que eu não saiba o sentido da vida já que minha vida ainda não acabou e ainda me resta algum tempo para descobrir. Mas... E quanto a não saber quem sou eu? Quem me poderá dar essa resposta? Me põe envergonhada confessar, mas eu não faço ideia de quem seja. E não é, acredite, por falta de histórias. Ah, destas sim eu gosto: as histórias. Pontos finais e às vezes exclamações, mas nunca interrogações. Passado. Lembrança. Tudo o que fui.Mas e o que sou? Me intriga ainda mais do que o que serei, que é outro mistério que me acompanha. Penso que sou: orgulhosa, leal, dramática e angustiada.Pensam: exibida, espalhafatosa, fresca, que chora por tudo.Sou o que penso que sou e sou o que pensam que sou. Sou nenhum dos dois e uma junção dos dois. Sou tudo o que vivi e o segundo que vivo nesse instante. E nesse. E nesse. Nunca o que passou. Nunca o que virá. O segundo de agora. Sou inspiração e respiração.Parando para refletir, não acredito que eu seja, e sim que sejamos. Todos, todos nós. Todos que existimos, somos, certo?Então, é isso: somos. Somos o que? Parte. Parte de onde? Não sei.Só sei que é impossível que eu seja sem que você seja também. Mesmo que nunca tenhamos nos encontrado. Como já disse, somos parte. De onde viemos e aonde vamos não sei, mas mesmo que não se saiba quem é bem ao certo, é importante que todos saibam que somos.&lt;br /&gt;______________________________________________________________&lt;br /&gt;Yay! Ganhei o terceiro lugar do Bee Writer da semana passada! *-* É, terceiro. Mas é melhor que não ganhar, certo? :DDO blog tá começando a se tornar o que eu queria. Apenas começando.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-2304865113203963098?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/2304865113203963098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=2304865113203963098' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2304865113203963098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2304865113203963098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/ja-que-somos-sejamos.html' title='Já que somos, sejamos.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-5286206864556844852</id><published>2009-08-11T07:52:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T08:06:40.774-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blorkutando'/><title type='text'>Maníaca</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho hábitos peculiares. Um monte deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um desses hábitos me fascina, devo ser sincera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho mania de cantar. E, já que não tenho modéstia mesmo, digo-lhes: sou uma soprano orgulhosa e pouco humilde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O problema é que canto o tempo todo, o que irrita até aqueles que mais amo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas, fazer o que? Não se pode agradar todo mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Outra mania um tanto exótica é a de fazer listas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sim, listas. Faço listas de tudo: marcas de papel higiênico (juro), cheiros que eu detesto, palavras legais, defeitos meus e dos outros... As mais variadas e infindáveis listas. Para que as uso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Para nada, na verdade. É só o resultado do prazer de ter uma caneta na minha mãoe e a tentação de um papel ao meu alcance.O que nos leva ao primeiro lugar da minha lista "TOP 10 de Manias da Luísa" (ah, é: tenho maniade falar em terceira pessoa): escrever.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais recentemente, blogar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cheguei a escrever sete textos no mesmo dia e fiquei desesperada sem saber qual postar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No final das contas não postei porque a internet decidiu não conectar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É nessas horas que eu queria ser mega rica e comprar um modem decente.Aliás, em relação ao dinheiro, eu oscilo nas minhas atitudes: passo muito tempo me privando de pequenos prazeres para um-dia-quem-sabe vir a precisar daquele dinheiro para alguma coisa grande, sabe? E de repente me dá a louca e compro umbando de sapatos e um pote de Hagen-Däaz. Aí chego em casa,visto cada sapato mil vezes, faço as combinações mais loucas e me dou conta de quanto dinheiro gastei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aí passo o resto do dia blogando e comendo meu amado Hagen-Däzz.Permitam-me uma pausa para ler o texto até agora. Eis um hábito, uma característicaque me segue aonde quer que eu vá: o perfeccionismo. Leio mil vezes cada frase que escrevo até decidir que está bom para o post do dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E... Olhando o que escrevi até agora, vejo outra mania minha escancarada: o exagero (Nossa, minhas amigas tem razão. Eu dramatizo TU-DO. Mas tenho um argumento para me valer: é minha veia artística aflorando.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sendo franca, não tenho tanto dinheiro assim para gastar em mil sapatos ou Hagen-Däzz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De vez em quando um sapato na promoção e um brigadeiro de colher de quando em vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas essas manias, apesar de peculiares, não beiram a loucura, como a que ainda falta citar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho mania, obssessão, psicose, transtorno por simetria. É bizarro. E não é simetria só do tipo "tudo tem que estar igual dos dois lados". Vai além disso, bem além.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ninguém pode encostar de mim de um lado sem que eu me sinta obrigada a fazer a mesma pressão do outro lado. Se não o faço, fico me sentindo mal o resto do dia. Acho que talvez eu precise me tratar. Será?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;Texto mal e porcamente escrito para o &lt;strong&gt;Blorkutando.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-5286206864556844852?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/5286206864556844852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=5286206864556844852' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/5286206864556844852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/5286206864556844852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/maniaca.html' title='Maníaca'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4603719393133516918</id><published>2009-08-10T04:58:00.001-07:00</published><updated>2009-08-10T05:01:06.491-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Egocentrismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Esse texto é sobre mim, por mim e para mim. Como uma boa leonina no seu aniversário, estou no auge do meu egocentrismo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É estranho como as coisas acontecem, não? Quando fui dormir, tinha quinze anos.&lt;br /&gt;E ao acordar, PUF, tinha dezesseis.&lt;br /&gt;Estranho como eu sinto as coisas também. Não me sinto com dezesseis.&lt;br /&gt;Acho que me acostumei a ter quinze. O que é até compreensível já que passei um ano inteiro com quinze.&lt;br /&gt;Nossa, E QUE ANO! Tenho lembranças frescas de tudo de bom que eu vivi. "Parece que foi ontem".&lt;br /&gt;E foi. Ontem mesmo, ontem! Quando eu ainda tinha quinze.&lt;br /&gt;Vamos parar para analisar o que eu ganhei de lá pra cá: se ganhei pelo menos um amigo verdadeiro posso&lt;br /&gt;me dar por satisfeita. Nossa, ganhei mais que um. Pelo menos uns três novos amigos verdadeiros.&lt;br /&gt;Bom isso, né?&lt;br /&gt;"É bom olhar pra trás e admimirar a vida que soubemos fazer".&lt;br /&gt;Sei que não cumpri todas as promessas que me fiz nos meus quinze anos, mas minha vida não acabou, certo?&lt;br /&gt;E sei que está bem longe de acabar. Como pode acabar se a cada ano começa novamente?&lt;br /&gt;Estranho isso. Estranho como tudo acontece. Fico um ano mais velha e me sinto renovada.&lt;br /&gt;Sabe aquela sensação de onipotência, de controle sobre o tempo que a gente tem em época de ano novo?&lt;br /&gt;É como eu me sinto agora.&lt;br /&gt;É estranho. Mas de um jeito bom.&lt;br /&gt;Ah, tantas músicas, tantas palavras, tantos abraços, tantos amigos. Tanta magia, tanto chocolate, algumas lágrimas&lt;br /&gt;e preocupações. Mas eu superei tudo, por mais um ano. Conciliei aula a tarde com teatro e aula de música.&lt;br /&gt;Quantos shows, quantos filmes e quantas fotos!&lt;br /&gt;Conhecer minha cantora favorita no dia do meu aniversário para começar com o pé direito.&lt;br /&gt;15 anos que não me pesaram em nada.&lt;br /&gt;O bom das coisas ruins da vida é que essa é a parte que a gente esquece.&lt;br /&gt;Pois então, que venham os 16. Venham logo, que estou pronta. 16, 17, 18... Até onde essa vida quiser me levar.&lt;br /&gt;"Eu vou. Por que não?" (:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4603719393133516918?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4603719393133516918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4603719393133516918' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4603719393133516918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4603719393133516918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/egocentrismo.html' title='Egocentrismo'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-8946599170754302547</id><published>2009-08-09T13:16:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T15:29:22.885-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PostIt'/><title type='text'>Nem herói, nem vilão.</title><content type='html'>"O único homem que uma garota deve depender é seu pai".&lt;br /&gt;Lembro-me bem da voz aguda e estridente da Frenchy consolando a Sandra Dee no viciante Grease.&lt;br /&gt;Pois, não concordo muito com isso: tenho alergia a essa história de dependência.&lt;br /&gt;Embora, legalmente, até os dezoito, eu dependa do meu pai. Isso sempre me incomodou.&lt;br /&gt;Sempre esperei o dia em que, na hora da raiva eu pudesse dizer “você não manda em mim”, ou “eu não preciso de você”, mas não posso. Porque ele manda. E eu preciso. Mas essa parte é fácil de admitir.&lt;br /&gt;Difícil é admitir que eu tenha grande parte dos defeitos que critico nele. Arrogância, prepotência, impulsividade.&lt;br /&gt;Somos os dois grandes bobos. Duas crianças. Brigando por causa de tempo no computador, pipoca e coisas mais infantis.&lt;br /&gt;Mas queriam o que, afinal? Somos dois grandes bobos arrogantes e impulsivos sim, e somos duas pessoas generosas, leais, éticas e íntegras.&lt;br /&gt;Somos dois leoninos do mesmo decanato. Dois exibidos, dois loucos, duas pessoas que sabem se divertir. Que acreditam na magia. Que percebem coisas que nem todo mundo percebe. Que veem coisas que pouca gente vê.&lt;br /&gt;Brigar com ele é rotina. E quanto a ficar puta porque ele não sabe pedir desculpa e me sentir mal por ser injusta com freqüência (como me dói admitir isso!)? Quase toda semana.&lt;br /&gt;Meu pai não é meu herói. Não tenho heróis. É tudo culpa dessa minha cisma de ser independente.&lt;br /&gt;Mas menos ainda do que herói ele é um vilão: ele é humano.&lt;br /&gt;Um humano estourado, descontrolado e cheio de defeitos.&lt;br /&gt;Mas certamente, a pessoa mais correta que já conheci na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-8946599170754302547?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/8946599170754302547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=8946599170754302547' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8946599170754302547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8946599170754302547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/nem-heroi-nem-vilao.html' title='Nem herói, nem vilão.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-2360289804713856790</id><published>2009-08-08T11:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-08T11:32:37.008-07:00</updated><title type='text'>Inspiração</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   A meu ver, a literatura jovem é ligeiramente feminista. Já reparou na quantidade de mulheres que escrevem para adolescentes?Márcia Kupstas, Thalita Rebouças, Stephenie Meyer, Meg Cabot, J. K. Rowling, Rachel Cohn... É uma lista infindável de nomes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E eu não as culpo, já que espero um dia ser como elas e ver gente enlouquecida por histórias que eu escrevi. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   Mas no meio de tantas mulheres, há um homem. Com o mesmo dom. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um homem que não pode ser comparado a ninguém. Porque seu dom com as palavras é simplesmente fascinante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tem um que de magia, entende? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   É como se, lendo alguma coisa dele, eu me transportasse imediatamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não para Forks, Hogwarts, ou qualquer outro lugar do gênero. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   Vou para um lugar branco. Todo branco. Aonde não há mais nada além de palavras e eu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E enquanto leio tudo toma forma. Seja a menina que escreve cartas em nome de uma amiga para o menino que gosta, seja um grupo de amigos desvendando mistérios inimagináveis, seja uma garota que é a versão moderna e feminina de Hamlet (e, sinceramente? Bem mais legal que Hamlet), e claro, como não? Todas as princesas da Disney juntas no mesmo livro, tudo para ajudar uma bela princesa: Feiurinha. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   Não encontro palavras para descrever o quanto ele é genial para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alguns dos melhores livros que já li na vida foi ele quem escreveu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   Se há um escritor que me inspira a seguir, com certeza é ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque escrever é minha paixão, e eu sequer sabia disso antes de ler compulsivamente suas obras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   Ler e reler. E reler. E reler. E ler novamente. E tudo outra vez. E querer me esquecer de tudo o que eu li só para poder ler de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   Leio também, claro, Márcia Kupstas, Thalita Rebouças, Stephenie Meyer, Meg Cabot, J. K. Rowling, Rachel Cohn e tantas outras. Compulsivamente. Mas ouso dizer que nenhuma delas é tanto para mim como Pedro Bandeira é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   Ele é a coragem em palavras. Ele escreve para adolescentes num país sem o hábito de ler.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nenhum de seus livros deve ter-lhe dado uma grande fortuna (mas não é por falta de qualidade, acreditem).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   Seu sobrenome é obviamente brasileiro, o que complica mais ainda as coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sei por que as pessoas têm essa mania de valorizar mais os escritores de fora do Brasil quando há tanta gente boa aqui dentro (Veja bem: não comparo escritores nacionais com internacionais. Mas afirmo que Meg Cabot é mais valorizada que Márcia Kupstas, por exemplo. Mas não era isso que eu queria falar. Fecha parênteses).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;   Em meio a tantas mulheres (algumas americanas), um homem (brasileiro) escrevendo. Escrevendo divinamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pedro. Pedro Bandeira. Meu escritor favorito.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-2360289804713856790?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/2360289804713856790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=2360289804713856790' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2360289804713856790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2360289804713856790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/inspiracao.html' title='Inspiração'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-3460958274683276297</id><published>2009-08-08T05:37:00.000-07:00</published><updated>2009-11-13T16:45:50.482-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Once Upon a Time'/><title type='text'>Acreditar.</title><content type='html'>Na época da criação, a Terra se rendeu aos encantos de uma feiticeira e pediu que ela visse seu futuro.&lt;br /&gt;- O que você vê aí? – perguntou a Terra à feiticeira.&lt;br /&gt;- Oh, eu vejo muitas coisas... Muitas coisas!&lt;br /&gt;- Coisas boas, feiticeira?&lt;br /&gt;- Boas, Terra? Boas e ruins, como tudo na vida.&lt;br /&gt;- Ora, diga a verdade! Não gostou da criação?&lt;br /&gt;- Imagina! Quem sou eu para julgar a criação de terceiros. Logo eu que nunca criei nada! Quis dizer que se você espera só coisas boas, é melhor que eu não diga o que vejo.&lt;br /&gt;- Mas é tão ruim assim?&lt;br /&gt;- Já disse: tem seu lado bom e seu lado ruim. Queres saber qual parte primeiro?&lt;br /&gt;- Tanto faz.&lt;br /&gt;- Escolha logo que não tenho o dia todo! Marte tem hora marcada comigo.&lt;br /&gt;- Tudo bem, conte-me a parte boa. Deixe os problemas para mais tarde! Que acabei de ser criada e tenho sono.&lt;br /&gt;- Certo... – diz-lhe a feiticeira com certo receio – Suas paisagens são as mais lindas que já vi na vida. Em todo o universo não se encontra o sol no lugar e tempo perfeitos, só dentro de você. As praias! Meu deus, as praias! São a imagem do paraíso, em cada centímetro.&lt;br /&gt;- Bom – disse-lhe a Terra embevecida – Não imagino o que pode haver de ruim no meu futuro. Vê o que espera os meus habitantes? Um lugar maravilhoso!&lt;br /&gt;- Sim, minha cara. Mas e o que esse lugar maravilhoso pode esperar de seus habitantes? –perguntou-lhe a sempre sábia feiticeira.&lt;br /&gt;- O que você está insinuando?&lt;br /&gt;- Não insinuo, Terra. Só repasso o que vejo em seu futuro.&lt;br /&gt;- Ah, é? – disse-lhe a Terra em tom de desafio. – E o que estás vendo de tão ruim em meu futuro?&lt;br /&gt;- Estou vendo seres a quem deste inteligência não saberem aproveitar o belo cenário que os cerca. Eles farão queimadas, desmatamentos, confundirão o clima do planeta, criarão indústrias que deixam o céu cinza, declararão guerras em nome de deus para lucrar sobre a morte de outros.&lt;br /&gt;- Não, isso não pode ser verdade! – a Terra arregalou os olhos – Eles não fariam isso comigo! Não se trata assim sua terra-mãe! É desumano!&lt;br /&gt;- Pois, a humanidade é desumana.&lt;br /&gt;- Não acredito, feiticeira. Não quero acreditar.&lt;br /&gt;- Não quer acreditar? Não faça isso, Terra. Ainda há solução. Se acreditarmos. Temos que admitir os problemas que existem e buscar uma solução. E acredite: sempre há solução. Desde que acreditemos. Entendeu?&lt;br /&gt;- Acho que entendi, mas... Acreditar em quem?&lt;br /&gt;- Acreditar nos homens, Terra – disse-lhe a feiticeira pacientemente.&lt;br /&gt;- Nos homens? Mas logo eles que vão acabar por gerar tanto problema e devastação?&lt;br /&gt;- Terra! Não os julgue! Eles não sabem!&lt;br /&gt;- E se souberem não farão?&lt;br /&gt;- Não. O que lhe disse já foi escrito. Mas não por todos os homens. Há sim, homens devastando, mas há gente reconstruindo, ajudando, recuperando. Temos que seguir acreditando, Terra. Quando os homens se derem conta de que acreditamos neles, talvez eles acreditem em si próprios também. E todos os problemas terão solução.&lt;br /&gt;______________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que não faz muito sentido uma feiticeira falar com um planeta antes mesmo da criação do ser humano. Mas a idéia é justamente pensar nas feiticeiras como algo que vai além do ser humano. Até por que... Feiticeiras vão além do ser humano.&lt;br /&gt;Texto para o Once Upon a Time.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-3460958274683276297?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/3460958274683276297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=3460958274683276297' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3460958274683276297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3460958274683276297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/acreditar.html' title='Acreditar.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-545719449480777130</id><published>2009-08-06T09:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-06T10:05:28.961-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blorkutando'/><title type='text'>As regras do jogo.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tenho escutado com freqüência coisas como “não desista”, “pense positivo”, “tenta de novo”. Mas vou ser sincera: é difícil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Parece que não importa o quanto você estude: nunca consegue uma boa nota em matemática. Ou não importa quanto você economize: nunca sobra dinheiro no final do mês. Ou até, não importa o quanto você durma: você sempre tem sono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E aí, de repente, aparece alguém que não estuda e sempre se dá bem em matemática. Alguém que compra tudo o que vê pela frente e sempre tem dinheiro sobrando para comprar mais. Alguém que dorme as quatro da manhã, acorda as seis e fica bem o resto do dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sempre tem um infeliz (infeliz?) que chutou C na prova toda e passou acima da média enquanto você ficou feliz por não zerar a prova.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que eu quero dizer é que quem chega “lá” (não importando se "lá" é o primeiro lugar numa corrida de saco ou numa universidade de medicina) nem sempre foi quem realmente mais se esforçou. Entre ganhar e perder existe muita coisa que foge do nosso controle. Nervosismo, por exemplo. Suborno, por exemplo. É, o mundo tem dessas surpresas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ter que competir não seria tão injusto se todos fossem honestos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu acho esse mundo &lt;strong&gt;muito&lt;/strong&gt; injusto. As regras foram marcadas antes mesmo de eu nascer. Ninguém me perguntou o quão desumano eu acho todo esse esquema de vestibular, ninguém me perguntou se eu queria ficar mais cinco minutos na cama (e eu quero).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas quer saber? Aquelas pessoas que disseram “não desista”, “pense positivo”, “tenta de novo”, estavam certas desde o começo. O mundo é injusto? É. Porque nem sempre o acaso (ou a sorte, ou o destino, ou quem prefira) está do nosso lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não vou entrar nessa de “encaremos tudo na vida como um grande desafio, parte de algo maior, bla bla bla” porque, embora acredite nisso, não pretendo catequizar ninguém com um texto, tampouco transformar meu post em “O Segredo – Parte 2”. Mas uma coisa é certa: se não há esforço, as chances de se frustrar são bem maiores. Se você der tudo de si e não passar de ano, &lt;strong&gt;você deu tudo de si&lt;/strong&gt;. Ninguém poderá dizer o contrário (nem você mesmo, o que é mais importante).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seria mais fácil nascer sabendo tudo de matemática? Seria. Me pouparia vários fins de semana estudando e algumas lágrimas. Mas nem todo mundo é bom em literatura, eu sou (sou mesmo, ok). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pessoas são diferentes, tem maneiras diferentes de pensar (graças a deus).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seria melhor poder comprar tudo o que eu quero? Seria bom. Mas talvez, com muito dinheiro, eu acabaria por me tornar aquele tipo de pessoa vazia que tanto critico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Seria melhor dormir uma hora e meia e ficar bem o resto do dia? Nossa! Isso então seria ótimo! Mas que outra hora no meu dia eu teria para sonhar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se não tivesse com quem competir (pessoas, nervosismo e suborno) ganhar não teria a mesma graça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A graça da vida são os obstáculos, as dificuldades. Quem tem tudo na mão não valoriza, e quando perde, não sabe recuperar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem nunca tem que se esforçar, quando perder sua base (dinheiro, pessoas, ou qualquer outro) dificilmente vai conseguir se reerguer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E eu? Quando conquistar tudo o que quero, vou me sentir plena. E se perder, vou saber fazer o caminho de volta até ganhar tudo de novo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;___________________________________________________________________&lt;/p&gt;Mais um texto para o &lt;b&gt;Blorkutando&lt;/b&gt;. Tentei fazer menor dessa vez. Acho que não consegui DD:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-545719449480777130?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/545719449480777130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=545719449480777130' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/545719449480777130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/545719449480777130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/08/as-regras-do-jogo.html' title='As regras do jogo.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-1475900265442797337</id><published>2009-07-30T14:17:00.000-07:00</published><updated>2009-07-31T11:26:09.938-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blorkutando'/><title type='text'>Dentro da caixa de Pandora</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Permitam-me um capricho: vou sentar-me. O cansaço me toma de tal maneira que nem sei... Minhas pernas já não me obedecem.&lt;br /&gt;Ah, como estou velha. Percebo isso somente hoje, não pelas marcas em minhas mãos, mas pela data da história que vou lhes contar.&lt;br /&gt;Trata-se de um fato muito antigo, passado no princípio de tudo. Ou melhor: antes do princípio de tudo.&lt;br /&gt;Falo de um tempo onde a Terra era ainda obscura e sem vida, e os deuses apenas começavam a por cada coisa em seu lugar.&lt;br /&gt;E quando todos os animais já haviam sido criados, faltava ainda um animal nobre que servisse de recipiente a um espírito.&lt;br /&gt;Então, o titã Prometeu criou o homem, dando-lhe forma e inteligência.&lt;br /&gt;Mas Zeus, devido a uma rixa com os titãs, negou a Prometeu o elemento que faltava para a sobrevivência da espécie humana: o fogo.&lt;br /&gt;A fim de salvar sua criação, Prometeu roubou uma centelha de fogo dos céus e levou aos homens. Agora, donos dos quatro elementos, os homens se sentiam deuses, donos de tudo.&lt;br /&gt;Isso causou em Zeus desespero e pânico.&lt;br /&gt;Sentia falta da submissão dos homens, de quando os deuses eram necessários para sua sobrevivência.&lt;br /&gt;Pensou por um tempo em alguma maneira de resgatar aquela submissão e acabou por chamar Hefesto, hábil artesão, pra que confeccionasse uma escultura com formas femininas.&lt;br /&gt;A forma deveria se assemelhar aos homens de Prometeu, mas ter um quê de diferente... Algo convidativo, encantador, um quê de magia, de sensualidade.&lt;br /&gt;E pede, em seguida, que cada deus dê seu “toque pessoal”. Atena deu a então chamada Pandora a inteligência. Afrodite cedeu a beleza infinita e encantos que a tornariam irresistível a qualquer homem são.&lt;br /&gt;Hermes deu-lhe a língua, e Apolo, uma bela voz.&lt;br /&gt;Então, Zeus, num sopro deu-lhe a vida e uma bela caixa, e disse que Pandora nunca a abrisse. Hera deu-lhe, então, a curiosidade.&lt;br /&gt;Quando Pandora chega ao mundo dos homens, encontra Epimeteu (irmão de Prometeu) que se apaixona por ela e a chama para morar junto a ele em sua casa.&lt;br /&gt;Pandora aceita a gentil oferta, e põe caixa que Zeus a dera em cima de uma mesa da casa de Epimeteu.&lt;br /&gt;Diversas vezes Pandora fitava a caixa, e quando se lembrava da ordem de Zeus, mais tinha vontade de saber o que havia lá dentro.&lt;br /&gt;Um dia, Epimeteu saiu de casa e Pandora sentiu que não resistiria mais.&lt;br /&gt;Cada centímetro da caixa era de uma arte que só mesmo Zeus poderia talhar! Era toda coberta por ouro, Pandora imaginava que riqueza deveria haver por dentro.&lt;br /&gt;Pandora abriu um pouco a caixa e de dentro saiu uma nuvem negra e seres horrendos que produziam barulhos insuportáveis em um volume que só fazia aumentar. Mas Pandora não voltaria atrás: abriu a caixa toda e sua casa foi tomada de todas as mazelas do mundo: a Fome, a Dor, a Tristeza, a Distância, a Doença, o Silêncio, entre outras pragas. Mas havia, no fundo da caixa, algumas soluções para todas as mazelas: o Tempo, a Esperança, e a Premunição.&lt;br /&gt;Zeus, lá no firmamento, se divertia com a confusão de Pandora sob a nuvem de pragas que ela própria libertara e se divertia ainda mais ao pensar que sua vingança seria cumprida: a humanidade não teria saída.&lt;br /&gt;Sob o comando de Zeus, Pandora fechou a caixa num impulso. Mas não antes de deixar sair o Tempo e a Esperança.&lt;br /&gt;E eu, pobre e velha Premunição, fiquei trancada dentro da caixa, sem poder avisar os homens do que estava por vir.&lt;br /&gt;Sabe, sinto uma paz muito grande aqui, dentro da caixa. É bem mais tranqüilo depois que as mazelas saíram. Principalmente a Preguiça. Acredita que ela nunca tomou um banho na vida? Seu cheiro era insuportável. Acredito que ela é um dos males mais perigosos. Mas quem sou eu para julgar, não é verdade?&lt;br /&gt;Então, aconteceu o que aconteceu, e chegamos até os dias de hoje onde, com Tempo e Esperança os homens arrumaram um jeito de afastar as mazelas pouco a pouco.&lt;br /&gt;Queria me fazer presente, mostrar a eles os perigos que correm e ajudá-los evitar erros. Mas tudo bem. Nem tudo é como queremos. Pelo menos a Solidão foi embora junto com a Tristeza, há milênios atrás. Eu tenho a mim mesma aqui dentro da caixa, e não tenho reclamações a fazer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso mesmo. Para assolar a vida dos homens, Zeus criou a mulher.&lt;br /&gt;Machismo na Grécia antiga? IMAGIIIIIIIIIINA! (:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Texto para o &lt;strong&gt;Blorkutando&lt;/strong&gt;. Será que aluém vai ler inteiro? ._.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-1475900265442797337?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/1475900265442797337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=1475900265442797337' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1475900265442797337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1475900265442797337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/07/dentro-da-caixa-de-pandora.html' title='Dentro da caixa de Pandora'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7337723098209625290</id><published>2009-07-27T09:45:00.001-07:00</published><updated>2009-07-27T14:18:41.227-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>Camila.</title><content type='html'>É noite, e ela está no píer, lembrando de um amor que já não volta. Caminha sobre a areia do mar e as ondas, com pena, lhe fazem carinho. Inveja a lua, onisciente, onipresente, divina. Seu olhar é triste, e ao contemplar os astros se questiona porque não se deu chance aproveitar só um pouco mais... E adormece pensando nele, como um anjo de cristal que ilumina as noites. &lt;br /&gt;Aquele anjo que mostrou para ela um mundo novo, aquele que se acostumou a olhá-la, e a dizer sempre o quanto ela é linda. &lt;br /&gt;Ela não sabe que ele sente sua falta, e que nunca a abandonaria, pois um amor vive pra sempre, mesmo que acabe repentinamente.&lt;br /&gt;Sonhando, podia sentir os abraços reconfortantes que só ele sabia abraçar, e tinha a impressão de tê-lo ali, ao seu lado. Mas não era ele, era a brisa que a pedido da lua a abraçava. A lua não queria vê-la triste.&lt;br /&gt;Ela escreve poesias na areia a o mar apaga, leva para longe, e ela chorava ao lembrar-se do seu amor que o destino, o azar, ou fosse o que fosse, tinha feito com que acabasse.&lt;br /&gt;“O mundo é incansável, minha pequena. E tudo vai conspirara a seu favor”, sussurrava a lua em seu ouvido, enchendo a menina de uma esperança nostálgica.&lt;br /&gt;Ah, se não fosse a lua! Como Camila sobreviveria ao fim daquele amor?&lt;br /&gt;A menina sabia poucas coisas da vida, mas sabia. Sabia, por exemplo, que hora ou outra o sol chegaria, e ela teria que sobreviver sem o confortante luar.&lt;br /&gt;Como sabia, o sol chegou, e seu brilho era insuportável para ela. Como o sol podia ser tão radiante diante a tristeza de uma menina frágil e confusa?&lt;br /&gt;Camila, com raiva do sol, correu até onde o brilho não pudesse alcançá-la. Camila correu tanto, mas tanto, que chegou a terras desconhecidas, chegou a uma praia e encontrou relíquias na areia: conchinhas, bonecas, laços de fita, cartas, e até as poesias que havia escrito sobre a areia na noite anterior. Aquelas mesmas poesias que o mar levara para longe.&lt;br /&gt;Meu deus! O que Camila descobrira era fantástico! Era ali que iam parar todas as suas lembranças, todo o seu histórico, fosse triste ou feliz. Teve então uma idéia e começou a procurar. E entre bottons, bolsas coloridas e ursinhos de pelúcia, entre cantigas de roda, amigas de infância e brigas com os pais, Camila finalmente encontrou o que queria.&lt;br /&gt;- Não agüentava mais esperara para te ver – disse uma voz conhecida, sorrindo – Finalmente você me encontrou!&lt;br /&gt;E foram os dois, de mãos dadas, andando até o píer, com um sorriso em cada rosto e a certeza de que aquilo tudo – a praia, os sorrisos e as lembranças – eram para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7337723098209625290?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7337723098209625290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7337723098209625290' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7337723098209625290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7337723098209625290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/07/camila.html' title='Camila.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-3543832618049689280</id><published>2009-07-20T18:04:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T14:23:50.328-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Redação pro colégio'/><title type='text'>Para sempre.</title><content type='html'>A mulher estava arrumando a casa. Em um dos armários, encontrou seus diários de menina. Parou para ler e viu que pensava que a felicidade só seria perceptível ao final da vida de cada um. Guardou os cadernos e terminou a arrumação. Quando finalmente sentou, começou a pensar no que havia escrito anos atrás. &lt;br /&gt; Se quando menina tinha tanta certeza de tudo e chegara a escrever que “se a felicidade não é instantânea, será que vale à pena viver o presente e ser ‘recompensado’ no futuro?”, agora, mulher feita, com família, porque tantas dúvidas pairavam na sua cabeça? E o mais importante: se a sua adolescência fora tão difícil como diziam suas tão dramáticas palavras, o que afinal fez com que ela tantas vezes erguesse a cabeça e seguisse, mesmo correndo o risco de tanta ousadia e coragem não resultar em felicidade? Que força era aquela, meu Deus? Correu até o armário e folheou os velhos cadernos a fim de encontrar uma resposta. Até que viu uma foto: ela abraçada a uma menina. Elas pareciam felizes. Havia, no verso da foto, escrito com uma letra de criança três palavras de suma importância: amigas para sempre.&lt;br /&gt; Devia ser isso. Era a sua amiga quem havia lhe dado forças para seguir em frente. Mesmo que a felicidade não fosse imediata, uma ainda tinha a outra.&lt;br /&gt; Ela mantinha contato com todos os colegas de escola, inclusive com essa amiga, a quem prometeu tantas vezes que elas seriam amigas para sempre. Pensou em ligar para ela e talvez fazer uma das históricas festas do pijama. Surpreendeu-se por não ter medo de se sentir ridícula. Mas logo voltou ao normal: amigo é pra essas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obs: Encontrei esse texto fazendo uma limpa no meu quarto. Foi um texto que escrevi na oitava série, e, por não acreditar em acaso, acho que um texto sobre amizade cair nas minhas mãos justo no dia dos amigos é um sinal SIM.&lt;br /&gt;Então, aos meus amigos, amigos dos meus amigos, e todo mundo que já chamou alguém ou foi chamado de amigo sinceramente, leiam isso ou não, saibam da sua importância para mim ou não, feliz dia do amigo.&lt;br /&gt;Porque, digam o que quiserem os grandes poetas acerca do amor, mas amizade é a força maior do mundo. Para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-3543832618049689280?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/3543832618049689280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=3543832618049689280' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3543832618049689280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3543832618049689280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/07/para-sempre.html' title='Para sempre.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4527898258033712456</id><published>2009-07-14T14:38:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T14:24:58.142-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blorkutando'/><title type='text'>Relicário</title><content type='html'>Guardo em uma caixa várias lembranças, várias histórias e nostalgia.&lt;br /&gt;Guardo nessa caixa meus maiores tesouros, guardo a saudade do que já quis ser e nunca fui (bailarinaaeromoçaprofessora).&lt;br /&gt;Guardo fotos de amigos hoje distantes e endereços de velhos desconhecidos. Ingressos de cinema, papeis &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;(ou papéis?)&lt;/span&gt; de bala e cadernos velhos. A boneca favorita de criança, cartas que não escrevi, conchinhas de praias diversas - e praias de férias diversas.&lt;br /&gt;Raios de sol e noites estreladas, músicas sem harmonia.&lt;br /&gt;Gosto dos meus guardados, sejam eles tristes ou felizes, azuis ou vermelhos, bons ou ruins.&lt;br /&gt;Levo essa caixa aonde quer que eu vá, e mesmo que não queira ela vem comigo, como fosse sombra.&lt;br /&gt;Se alguma lebrança se quebra, eu quebro junto, e vice-e-versa.&lt;br /&gt;Somos inseparáveis, eu e minhas lembranças, como não se separa eu de mim mesma.&lt;br /&gt;Porque essas lembranças nada são senão a própria vida, já que todo o resto é indefinido e imprevisível - tanto o hoje quanto o amanhã. E tudo o que se leva dessa vida são histórias, a vida de nada vale sem histórias para contar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4527898258033712456?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4527898258033712456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4527898258033712456' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4527898258033712456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4527898258033712456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/07/relicario.html' title='Relicário'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-8419311967716863466</id><published>2009-07-11T09:53:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T14:25:35.799-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>É Triste.</title><content type='html'>Dia desses, num fim de tarde, a televisão exibia o jornal.&lt;br /&gt;De repente, aparece, como pano de fundo de uma reportagem, o portão do meu colégio.&lt;br /&gt;E a reportagem não era sobre os alunos do colégio, tampouco sobre o colégio em si: o portão era só pano de fundo mesmo; cenário, referência. Eu sabia bem o que dizia a reportagem. Sabia que era triste.&lt;br /&gt;Na manhã daquele dia, estava em plena aula de matemática quand ouvi o ruído seco de três tiros. Me entreolhei rapidamente com meus colegas de turma e a aula seguiu normalmente. Soubemos o que de fato acontecera por alunos que chegaram atrasados e viram a cena toda: um cara foi baleado. Em frente ao meu colégio.&lt;br /&gt;É triste isso, sabe. É triste sair sozinha com medo, é triste gente levando tiro assim... como se fosse normal. É triste que não tenha sido feito um escarcéu sobre um assunto como esse, um assunto que me abalou tanto.&lt;br /&gt;É por causa disso, dessa maldita banalidade frente a tiroteios, assaltos, mortes e violência que cada um está cada vez mais longe do outro.&lt;br /&gt;É por isso que abraços sinceros se tornaram escassos.&lt;br /&gt;E é por isso que eu vou me tornar uma jornalista alienada. Ver jornal para que? Para ver meu pai me levar aos maravilhosos caminhos da indigestão ao dizer coisas horríveis sobre o futuro de um país no qual, provavelmente, vou morar por um bom tempo? Não, obrigada.&lt;br /&gt;Ouço, calada, as pessoas dizerem que o país não tem jeito e vejo gente temer andar na rua.&lt;br /&gt;Ora, segurança por segurança e acabaremos todos em bolhas de vidro!&lt;br /&gt;Dispenso o jornal. Sei bem o que se passa, e sei que não é nada bom.&lt;br /&gt;Não sou muito fã de frases feitas, mas há uma que me convém no momento: "devemos ser a mudança que queremos no mundo".&lt;br /&gt;Quer saber? Muita coisa tá errada, e uma guria de 15 anos não detém poder nenhum. Mas minha consciência tá limpa sobre minha honestidade.&lt;br /&gt;E... Embora não goste de finais clichês, a esperança é clichê (e dessa sim eu gosto, e muito) e gente honesta pode, sim, mudar o mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-8419311967716863466?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/8419311967716863466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=8419311967716863466' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8419311967716863466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8419311967716863466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/07/e-triste.html' title='É Triste.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-1747704950081173971</id><published>2009-07-09T14:38:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T14:27:08.801-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>Longa-metragem</title><content type='html'>"A vida não passa de uma brincadeira de mau gosto", concluiu Dominique.&lt;br /&gt;A menina tinha, por vezes, a sensação de estar sendo filmada, como se sua vida - suas angústias, sonhos frustrados e lágrimas - estivessem expostos em praça pública; como se a razão de sua existência fosse agradar os outros, servir de distração para as tediosas tardes de domingo.&lt;br /&gt;Ela anseava, desesperadamente, liberdade, embora a temesse sem saber.&lt;br /&gt;Queria poder libertar-se das coisas materiais, das palavras ásperas e nós na garganta.&lt;br /&gt;Tinha quase 16 anos, e que havia feito de sua vida?&lt;br /&gt;O que ainda estava por vir?&lt;br /&gt;Sua única certeza é que um dia chegaria sua "hora da estrela", quando so créditos passariam pela tela fazendo todos, com lágrimas carregadas da tão rechaçada pena a aplaudirem pelo belo papel excercido e aquela angústia teria seu fim.&lt;br /&gt;Dominique queria ter coragem de acelerar o filme até a cena final, mas não tinha... Não tinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-1747704950081173971?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/1747704950081173971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=1747704950081173971' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1747704950081173971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1747704950081173971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/07/longa-metragem.html' title='Longa-metragem'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7060831184388773419</id><published>2009-06-22T06:02:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T14:27:35.315-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia?'/><title type='text'>Pôr do sol</title><content type='html'>Eram dois pares de olhos&lt;br /&gt;Onde um intimidava&lt;br /&gt;E o outro se deixava intimidar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monissílabos se tornaram&lt;br /&gt;Uma conversa envergonhada&lt;br /&gt;Que logo se tornaria&lt;br /&gt;Um passeio sob o luar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E contando as estrelas&lt;br /&gt;Falaram de tudo&lt;br /&gt;Se sentaram pra ver o dia amanhecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo mais, haveria a distância&lt;br /&gt;E ela lhe perguntava, pois queria saber:&lt;br /&gt;"Mesmo estando cada um em um canto do mundo,&lt;br /&gt;Você pensa em mim se eu pensar em você?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem resposta imediata&lt;br /&gt;Cada um seguiu seu rumo&lt;br /&gt;E ele pensava "eu assumo o risco de lhe esquecer"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que ninguém sabia&lt;br /&gt;Enquanto findava aquele dia&lt;br /&gt;Era o que, de fato, poderia acontecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois a menina, escondida,&lt;br /&gt;Escrevia sobre a vida em páginas de papel&lt;br /&gt;E talvez, das páginas, a mais lida,&lt;br /&gt;Fosse aquela... Dos tempos de contemplar o céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7060831184388773419?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7060831184388773419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7060831184388773419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7060831184388773419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7060831184388773419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/06/por-do-sol.html' title='Pôr do sol'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-2649008904956677300</id><published>2009-06-19T18:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:28:25.994-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>Distante</title><content type='html'>Claire trazia, desde o dia anterior, a sensação de irrealidade, a sensação de isolamento, de torpor. Aquela sensação que não a perturbava (tanto) há um certo tempo, parecia voltar com toda a força.&lt;div&gt;O temop se mostrava mais lento, mas seus pensamentos não se adaptaram ao novo ritmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela era inquieta, como de costume. Não importava o tempo do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquele dia em especial, se sentia &lt;b&gt;podre&lt;/b&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Absolutamente distante de tudo e de todos, sentia pela milésima vez que ninguém a compreendia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava confusa, e pior: sozinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Até de quem Claire esperava receber um abraço ou uma mínima demonstração de afeto acabou por frustrá-la. Também.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As outras não a importavam. Tanto fazia o que pensavam ou como agiam. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas &lt;b&gt;aquela&lt;/b&gt; pessoa não: sua indiferença soava como desprezo para Claire, e ela se sentia cada vez mais frágil, cada vez mais distante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas as palavras que um dia a confortaram hoje já não funcionavam mais. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sua felicidade era efêmera, e tão irreal quanto sua ilusão sobre a existência do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O tempo não passa, as coisas não mudam", concluiu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o tempo, agora arrastado, passou, e Claire se deu conta de que a manhã findava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Então seguiram, ela e seu torpor, a caminho de casa. Foram os dois lentamente ardendo em fogo branco... Até o torpor passar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-2649008904956677300?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/2649008904956677300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=2649008904956677300' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2649008904956677300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2649008904956677300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/06/distante.html' title='Distante'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-6479130674698308024</id><published>2009-05-31T18:51:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T14:29:07.850-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre a Morte'/><title type='text'>Verdade Absoluta.</title><content type='html'>Quando eu morrer, sei bem, muitos nem vão ficar sabendo.&lt;div&gt;Alguns dirão "ela foi uma boa amiga", outros ainda "uma criança...!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se eu pudesse, diria, depois do fim: "é, é verdade. Assim como é verdade que uso a modéstia para limpar os sapatos, mas há também outras verdades absolutas: é verdade que parei antes mesmo de começar a realizar alguns sonhos, deixei alguns amigos para trás, fui forte e frágil, dramática, orgulhosa, e determinada... até certo ponto". &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas entendo que não o poderei dizer. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não será necessário: se alguém lembrar de mim como uma criança ou uma boa amiga, vou poder descansar e pensar, eternamente, que fui feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-6479130674698308024?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/6479130674698308024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=6479130674698308024' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6479130674698308024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6479130674698308024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/05/verdade-absoluta.html' title='Verdade Absoluta.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-8615258204535355422</id><published>2009-05-29T16:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:26:27.560-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Tédio</title><content type='html'>&lt;a href="http://cerebroeletronico.files.wordpress.com/2008/03/tedio2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 390px; CURSOR: hand; HEIGHT: 421px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://cerebroeletronico.files.wordpress.com/2008/03/tedio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Às vezes me sinto paralela ao mundo, uma partícula solta no meio do tudo (ou do nada?) sem atrapalhar nem acrescentar: só sei que estou ali (mas ali aonde?).&lt;br /&gt;E a vida certas vezes me parece uma música que escutei até enjoar. E enjoei.&lt;br /&gt;Será que minha presença já causou essa sensação em alguém?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-8615258204535355422?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/8615258204535355422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=8615258204535355422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8615258204535355422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/8615258204535355422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/05/tedio.html' title='Tédio'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-3071040677346724540</id><published>2009-05-21T09:17:00.000-07:00</published><updated>2009-12-23T12:27:07.708-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poesia?'/><title type='text'>Parte de Mim.</title><content type='html'>Eu digo coisas que quero dizer&lt;br /&gt;Fora do tom que queria dizê-las&lt;br /&gt;Eu grito, ofendo, magoo e decepciono&lt;br /&gt;Justo aqueles que queria que se orgulhassem de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sou eu que falo.&lt;br /&gt;É a parte descontrolada de mim,&lt;br /&gt;É parte irrelevante de mim,&lt;br /&gt;É a parte covarde, fraca e imperfeita de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a parte que só deveria se expor quando estou sozinha.&lt;br /&gt;E justo quando não há testemunhas&lt;br /&gt;A parte dócil, determinada e perfeita surge&lt;br /&gt;E como que por encanto me faz ter orgulho por tê-la como parte de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não sei dizer porque, quando me cercam,&lt;br /&gt;A parte hornrável de mim se acovarda&lt;br /&gt;E ofende, magoa, decepciona&lt;br /&gt;Tal qual a parte covarde de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devia ser assim&lt;br /&gt;Não deviam haver duas partes&lt;br /&gt;Se cada parte se divide em mil partes&lt;br /&gt;Já não faço ideia de que parte me agrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero mil partes de mim,&lt;br /&gt;Não quero duas partes de mim,&lt;br /&gt;Quero uma única:&lt;br /&gt;Doce e determinada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-3071040677346724540?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/3071040677346724540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=3071040677346724540' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3071040677346724540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3071040677346724540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/05/parte-de-mim.html' title='Parte de Mim.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7182866799453289395</id><published>2009-05-18T19:36:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.159-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>A vida não é justa.</title><content type='html'>- Me dá, sinceramente, raiva, de correr atrás desesperadamente, incondicionalmente, e ver outras pessoas ganhando o que devia ser meu.&lt;br /&gt;Não me arrependo de nada do que fiz, mas que isso é sacanagem é SIM.&lt;br /&gt;"Ah, eu tenho contatos". Vai ser escrota assim longe de mim, obrigada.&lt;br /&gt;E o tempo que eu servi de ouvido pra ti? Não conta? NÃO CONTA?&lt;br /&gt;Pensei que contasse. Pra mim conta.&lt;br /&gt;Eu faria TUDO por você até uns tempos atrás.&lt;br /&gt;Hoje não.&lt;br /&gt;Sabe, tenho que aprender a não confiar nas pessoas.&lt;br /&gt;Meus sonhos vão ser realizados, eu acredito piamente nisso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7182866799453289395?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7182866799453289395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7182866799453289395' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7182866799453289395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7182866799453289395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/05/vida-nao-e-justa.html' title='A vida não é justa.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-6241655205423695305</id><published>2009-05-14T19:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:23:34.718-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>A mulher invisível.</title><content type='html'>Ela passa seus dias da forma mais monótona possível. Seu nome é Giulia, ela tem algo entre 15 e 16 anos. Mas informações como nome e idade não importam.Quase nunca seus colegas de turma se dirigem à ela.A menina desejava, mais que tudo, um foco. Não fazia grandes loucuras (nem pequenas), não era espalhafatosa – de jeito nenhum! – e não gostava de seu nome. Aquele dia em especial não tivera, efetivamente, algo de especial. Nenhum dia seu tinha, na verdade. Eram todos iguais: um, depois outro, depois outro, depois outro... Semanas e semanas, meses e meses, anos e anos. Ela sentia a vida escapar-lhe por entre os dedos, e sentia que não havia nada que ela fizesse que pudesse mudar a situação. Mas nada era desconfortável a ponto de fazê-la querer mudar drasticamente sua vida. A angústia de Giulia devia se basear no anseio de mudar pequenas coisas, detalhezinhos, coisas que ninguém repara. No caminho de volta pra casa, Giulia viu crianças brincando no parquinho. Elas fantasiam sobre qual super poder gostariam de ter. A menina pequena de olhos castanhos diz que queria voar; a loirinha, um pouco mais alta, diz que queria mover objetos com a mente. Giulia sorri consigo mesma e pensa: eu queria ter o poder da &lt;strong&gt;visibilidade.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-6241655205423695305?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/6241655205423695305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=6241655205423695305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6241655205423695305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6241655205423695305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/05/mulher-invisivel_4934.html' title='A mulher invisível.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-1155932730176434336</id><published>2009-05-12T17:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.162-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Remorso.</title><content type='html'>Não sabia que era tão fraca. Não acredito que chorei por causa disso. Eu devo transparecer força, orgulho e uma verdadeira fortaleza a qualquer um que me olhe. Eu sou assim, afinal.&lt;br /&gt;Mas você não viu nada, então, menos mal.&lt;br /&gt;O fato é que nossa visão tá toda errada, toda misturada.&lt;br /&gt;Mas tudo bem, a vida é assim mesmo: um desafio.&lt;br /&gt;Eu vou dar um jeito de abrir um pouquinho a minha fortaleza, só um pouco, só pra você saber o que eu sinto, e que você entenda de uma vez que eu te amo muito.&lt;br /&gt;Você não vai ler, eu sei. Aliás, não sei. Mas espero.&lt;br /&gt;Vou dar um jeito de que você leia algo que mostre minha sinceridade, mas não tão escancarada. Não mostrando minhas fraquezas, não admitindo que chorei com uma carta.&lt;br /&gt;E, caso leia, entenda que não chorei por mágoa ou raiva.&lt;br /&gt;Chorei por remorso. O motivo maior de não querer que você leia isso é: por mais que me doa, eu sei que eu tô errada. Desculpa, eu te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-1155932730176434336?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/1155932730176434336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=1155932730176434336' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1155932730176434336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1155932730176434336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/05/remorso.html' title='Remorso.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7015638455254069979</id><published>2009-05-02T18:29:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:23:34.719-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>Retrato de Família</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/Sfz4rOlgSmI/AAAAAAAAADc/xxReQY3NoPA/s1600-h/blooog.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331409480433289826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/Sfz4rOlgSmI/AAAAAAAAADc/xxReQY3NoPA/s320/blooog.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Chega de pessimismo. Se a realidade é cruel, inventa-se outra. E pros diabos o conceito do que é "real".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isadora é magra, boa em matemática, química e física. Não precisará perder tardes e tardes com professor particular. É o orgulho da mamãe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É muito bem resolvida com sua auto-estima e descobriu que o garoto de quem ela gosta há quase um ano é apaixonado por ela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sua vida é um retrato de um sábado de sol: mãe e pai em paz absoluta, sorriem um para o outro; a avó abre o resultado do seu último exame e confirma sua imortalidade; o cachorro não morde as pessoas; os primos mais novos são lindos e obedientes, e o futuro namorado a olha como se olhasse um ser divino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O tio avisa que o churrasco ficou pronto e Isador aocme um pedaço de carne. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porque ela sentiria culpa? Ela não engorma mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ah!... A vida não é maravilhosa?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7015638455254069979?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7015638455254069979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7015638455254069979' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7015638455254069979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7015638455254069979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/05/retrato-de-familia.html' title='Retrato de Família'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/Sfz4rOlgSmI/AAAAAAAAADc/xxReQY3NoPA/s72-c/blooog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-1990953376342276274</id><published>2009-04-30T17:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:21:38.957-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>Nublado.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k4DJWiBedLI/SAY0AH55V4I/AAAAAAAAAA0/MnEOLAcUkRk/s400/CHUVA%2BMENINA.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_k4DJWiBedLI/SAY0AH55V4I/AAAAAAAAAA0/MnEOLAcUkRk/s400/CHUVA%2BMENINA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_k4DJWiBedLI/SAY0AH55V4I/AAAAAAAAAA0/MnEOLAcUkRk/s400/CHUVA%2BMENINA.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era um dia comum. Não muito quente nem muito frio. Via-se além da janela da sala de aula uma nuvem carregada de chuva ansiosa para cair. Foi só um dia a mais, como hoje, como amanhã.&lt;br /&gt;Um dia daqueles que só existem para dizer que o ano tem 365 dias, e não 364. Não foi feita nenhuma grande descoberta sobre a vida em Marte ou a cura para uma doença que vem se alastrando. Aquele dia deu sentido à palavra “rotina”.&lt;br /&gt;Mas foi o dia em que ele se aproximou de Sarah e disse, em meio ao dever de biologia:&lt;br /&gt;- Seus olhos são lindos.&lt;br /&gt;Assim, sem nenhum contexto. Sem fim nem começo, sem cabeça nem pé.&lt;br /&gt;A menina riu, envergonhada e, num gesto maquinal expulsou o cabelo do rosto e o pôs atrás da orelha.&lt;br /&gt;- Aliás, seus olhos não: &lt;strong&gt;você&lt;/strong&gt; é linda. – Ele continuou. E parou logo depois.&lt;br /&gt;A menina agradeceu de forma inaudível e sentiu que começava a corar.&lt;br /&gt;- Não, é sério. O contraste do seu cabelo com os seus olhos... É muito bonito. Mesmo. – E foi embora, conversar com um grupinho que o chamava ali perto.&lt;br /&gt;E a vida seguiu como havia de ser: nada mudou na vida de ninguém. Nem na dela, nem na dele, nem na das pessoas que estavam em volta, nem na do grupinho com quem ele conversava.&lt;br /&gt;Mas Sarah pensou por um bom tempo na conversa que se passara instantes atrás. E de pensamento em pensamento acabou por não chegar à conclusão nenhuma e voltou a fazer seu dever de biologia.&lt;br /&gt;E quando Sarah já quase se esquecia do diálogo pensou sentir um pingo cair sobre sua testa. A menina olhou para a janela e num piscar de olhos começou a chover. Ouviu algumas pessoas da sala reclamando e concordou em silêncio. É de fato inconveniente uma chuva num dia tão comum, que nem triste era.&lt;br /&gt;Mas alguns piscar de olhos depois a chuva já havia passado, ninguém nem lembrava mais da tarefa de biologia, ninguém lembrava mais do incômodo em que a chuva ameaçara se tornar.&lt;br /&gt;Cada um foi pro seu lado, e Sarah não conseguia parar de pensar no comentário dele.&lt;br /&gt;Mas por quê? Que sentido teve aquilo, afinal?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-1990953376342276274?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/1990953376342276274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=1990953376342276274' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1990953376342276274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1990953376342276274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/04/nublado.html' title='Nublado.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_k4DJWiBedLI/SAY0AH55V4I/AAAAAAAAAA0/MnEOLAcUkRk/s72-c/CHUVA%2BMENINA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7521288560613625604</id><published>2009-04-28T19:35:00.001-07:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.162-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>A dois passos do paraíso.</title><content type='html'>“Roupas são sonhos que se concretizam”, li certa vez, e me encantei imediatamente com esse mundo maravilhoso do jornalismo de moda.&lt;br /&gt;Falar sobre Moda exige um árduo trabalho e dedicação para pesquisar tudo o que ficou marcado na história, tal como a razão de usarmos as roupas que usamos hoje – tudo está interligado, afinal – e, obviamente, o que vai ser a Moda daqui a uns meses.&lt;br /&gt;A moda jornalística, para mim, é como se deparar com uma bela ilustração em um retrógrado livro de história: é surpreendente, é convidativo, é novo.&lt;br /&gt;Algumas pessoas julgam a Moda como alvo de pessoas consumistas, sem nem parar para pensar que a Moda cerca mesmo àqueles que supostamente não se incomodam em “estar ou não na moda”.&lt;br /&gt;É como a política, digamos assim. Mesmo que você diga não se importar com política, a partir do momento que você discorda de uma ideologia e apresenta a sua própria, aquilo é política.&lt;br /&gt;Da mesma maneira, se uma pessoa se veste para parecer indiferente à moda – cabelo azul, piercings em lugares inimagináveis, roupas rasgadas, etc. – estão, embora não aceitem, fazendo moda.&lt;br /&gt;As suas roupas dizem aquilo que você é, são seu “cartão de visita”, digamos assim.&lt;br /&gt;Por isso é importante saber se vestir e comportar de acordo com cada situação.&lt;br /&gt;Deve-se deixar clara a diferença entre moda e modismo: Moda é um ciclo que acompanha as mudanças na sociedade – crescendo e decrescendo gradativamente – ao passo que modismos são peças de roupa, sapatos ou acessórios que um grande contingente de pessoas passa a usar porque viram num filme, numa novela, ou porque uma modelo famosa e magérrima disse que achava aquilo TU-DO.&lt;br /&gt;A Moda vai muito além disso. Moda é cultura, é se sentir bem, é saber se portar. Moda é, acima de tudo, bom senso. Etiqueta.&lt;br /&gt;Esses são conceitos bem definidos para mim, ao contrário do conceito de estilo que oscila na cabeça de muitas pessoas.&lt;br /&gt;Pessoalmente, acredito que estilo não seja seguir modismos. Tampouco seguir a Moda.&lt;br /&gt;Acho que ter estilo é saber mostrar quem você é através das suas roupas – sejam elas de marca ou não - , e não usar peças que metade da população usa.&lt;br /&gt;Tampouco NUNCA usar peças consideradas “na moda”.&lt;br /&gt;Ter estilo é saber se adaptar. Uma tarefa nada fácil quando se trata da sua imagem para o mundo.&lt;br /&gt;Falar sobre tudo isso é maravilhoso, e eu quase já não posso mais caber em mim de ansiedade. Daqui a alguns anos o mundo do jornalismo terá uma viciada em Moda – se eu tiver dinheiro pra isso – dedicada 24 horas por dia, respirando palavras sobre tendência e história.&lt;br /&gt;Esse é meu mundo dos sonhos. Falta tão pouco *-*&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7521288560613625604?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7521288560613625604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7521288560613625604' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7521288560613625604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7521288560613625604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/04/dois-passos-do-paraiso.html' title='A dois passos do paraíso.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-6559331262623243355</id><published>2009-03-29T16:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Mais um dilema pra coleção.</title><content type='html'>Olhando as fotos de uma ex-colega da turma de ballet, senti aquela nostalgia clássica que bate em mim cada vez que eu vejo uma sapatilha de ponta.&lt;br /&gt;Hoje foi um dos tantos outros domingos tediosos que eu tenho na minha lista de fins de semana infelizes (não, essa lista não existe. não cheguei a esse ponto. ainda não), e eu tive tempo suficiente pra pensar.&lt;br /&gt;Como sempre, pensei sem chegar à conclusão nenhuma.&lt;br /&gt;E, como prova de que nada nesse mundo é por acaso, uma amiga acaba de me perguntar se eu tenho interesse em voltar a fazer ballet.&lt;br /&gt;E eu digo a mim mesma, envergonhada, que não sei.&lt;br /&gt;O ballet é uma saudade, uma ferida mal cicatrizada na minha vida.&lt;br /&gt;Olhando as fotos daquela menina fiquei pensando 'E se eu tivesse continuado? Onde eu estaria agora?'. Bom, no villa provavelmente não estaria, e provavelmente não teria conhecido pessoas que, sabendo disso ou não, marcaram minha vida pra sempre. Me ensinaram muito, principalmente que adolescentes podem ser bregas. Muuuuuuuuito bregas.&lt;br /&gt;O que eu posso fazer, então, se TUDO me faz lembrar ballet? E se eu não consigo ver isso como uma coisa ruim, mas também não vejo com bons olhos a tentativa de voltar a dançar?&lt;br /&gt;Isso não era pra ter sido um grande marco na minha vida, mas FOI. Inegavelmente.&lt;br /&gt;Só sei que agora eu estou aqui, em frente a um computador, sem fazer nada de útil para a humanidade. Talvez eu estivesse neste exato momento voltando do ensaio com minhas amiguinhas cor-de-rosa de postura perfeita e flexibilidade invejável.&lt;br /&gt;Tudo tem consequencias, eu sabia. Mas nunca pensei que seria assim, de verdade.&lt;br /&gt;Também não sei dizer se me arrependo de ter saído do ballet. Mas eu preciso de dança, eu realmente preciso. Como as pessoas precisam de comida, oxigênio, amor, entre outros, eu preciso de dança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-6559331262623243355?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/6559331262623243355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=6559331262623243355' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6559331262623243355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6559331262623243355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/03/mais-um-dilema-pra-colecao.html' title='Mais um dilema pra coleção.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-3371167314692766896</id><published>2009-03-14T15:58:00.000-07:00</published><updated>2009-07-27T15:25:00.029-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>O Rei.</title><content type='html'>- Que é que te faz feliz - perguntou o rei ao bobo.&lt;br /&gt;- Escrever, - ele disse -tornar frustrações em desejos realizados, sanar cicatrizes que há muito me atormentam. Por vezes não digo o que penso, mas tão logo me encontro só e conheço um personagem corajoso, que me prepara para um dia seguinte corajoso.&lt;br /&gt;- E o ouro de meu reino? E todas essas riquezas? Nada disso te impressiona?&lt;br /&gt;- Não muito. O teu ouro te prende aqui no reino. Minhas palavras me libertam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-3371167314692766896?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/3371167314692766896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=3371167314692766896' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3371167314692766896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3371167314692766896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/03/o-rei.html' title='O Rei.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-6117867723475261176</id><published>2009-02-16T17:16:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Você pediu.</title><content type='html'>Você me perguntou que coisas em você me irritam, e eu tô aqui pra isso.&lt;br /&gt;Confesso o meu medo de ter que passar a noite toda até terminar.&lt;br /&gt;Eu não gosto quando você me compara a uma ex-amiga (sobre quem tenho asco só de ouvir o nome). Não gosto tampouco se você me compara à minha melhor amiga, como dissesse que eu não valho, ela sim. Adota ela, ué. Garanto que ela foge em duas semanas. Você não é o anjo que todo mundo acha.&lt;br /&gt;Eu não gosto quando você se mete nas &lt;strong&gt;minhas&lt;/strong&gt; brigas, e sobretudo não gosto quando faz parecer que sou eu quem cria cada briga. Detesto quando você me faz parecer interesseira. Posso ser egoísta, narcisista, prepotente e sarcástica (admito que me orgulho de ser assim, é divertido). Mas interesseira não.&lt;br /&gt;Hoje você provou que não sabe ficar de boca fechada. E quando você abre a boca, normalmente me ofende. Você não percebe, porque eu não te respondo nem 90% das vezes que penso em responder. Mas você não pensa nisso. Diz que eu tenho que pensar.&lt;br /&gt;Eu passo um bom tempo me culpando por ser uma má filha, até que eu paro e penso "ei, eu não sou uma má filha". Você devia pensar nisso.&lt;br /&gt;Conta aí: quantas vezes eu fugi de casa? Quantas vezes eu te desobedeci a ponto de te deixar preocupada? Quantas vezes eu fui má o suficiente pra você me castigar severamente?&lt;br /&gt;Você não devia se orgulhar de não me castigar, você devia saber que se não me castiga é porque eu não mereço.&lt;br /&gt;Pára de tentar me passar lições de moral dizendo "o que é ser intependente". Eu sei bem, pode deixar. Aprendo as coisas bem rápido, ao contrário do que você pensa.&lt;br /&gt;Se meu LF recomeçar amanhã, e se durar, não vai ser com base em uma vingança adolescende estúpida e sem fundamento. Vai ser um meio - talvez o único - de recuperar a minha dignidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-6117867723475261176?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/6117867723475261176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=6117867723475261176' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6117867723475261176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/6117867723475261176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/02/voce-pediu.html' title='Você pediu.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-366169859726705981</id><published>2009-02-11T09:16:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Segundo Ano do Ensino Médio</title><content type='html'>Sinceramente, eu tô confusa. Não indecisa ou angustiada, mas confusa.&lt;br /&gt;Sei lá, é estranho! Eu tenho 15 anos, e no ano que vem eu vou fazer vestibular! É muito cedo, foi muito rápido! Não que eu tenha o mais remoto anseio de ficar no colégio um segundo além do necessário, longe de mim. Odeio ser forçada a estudar.&lt;br /&gt;Mas é só que... Eu simplesmente não me imagino trabalhando.&lt;br /&gt;Só consigo me ver presa a uma rotina escolar que eu tanto reclamo: acordar cedo e mal-humorada, bocejar nas aulas e chegar em casa cansada e morte de fome.&lt;br /&gt;O que muda depois da faculdade, então? A mesma rotina segue? Em vez de reclamar do professor se fala mal do chefe. Em vez de notas ruins, conta no banco em vermelho.&lt;br /&gt;Provavelmente as mesmas amigas, as mesmas dúvidas e angústias que cabem a nós, humanos, independendo da idade.&lt;br /&gt;Então o que me dá medo, afinal? Se o mundo adulto tem tanta liberdade quanto eu penso, cada responsabilidade já não importa.&lt;br /&gt;Mas mesmo assim tenho medo. Tenho receio de crescer. O tempo não é algo que eu possa controlar e isso me angustia. Não poder prever o futuro, ou as consequências de cada escolha que eu fizer também me angustia.&lt;br /&gt;Tudo o que me resta é ser quem eu sempre fui e simplesmente deixar as coisas acontecerem...?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-366169859726705981?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/366169859726705981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=366169859726705981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/366169859726705981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/366169859726705981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/02/segundo-ano-do-ensino-medio.html' title='Segundo Ano do Ensino Médio'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-3913900282930484479</id><published>2009-02-03T17:12:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>A vida em família me deprime.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Graças aos céus uma onda de otimismo cruza comigo: minhas férias estão acabando e eu já consigo ver felicidade nisso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Eu não estava errada quando pensei pela primeira vez que quanto menos tempo eu ficar em casa mais feliz eu vou ser.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mantenho essa linha de raciocínio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Isso não é porque eu tô tentando ser mais sociável ou algo do tipo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Essa conclusão se deve ao fato de minha mãe estar me levando à loucura. É sério.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ela me critica e me ofende sempre que é possível, diz coisas que sabe que me irritam e faz de tudo pra puxar uma briga. E reclama porque eu fico demais no meu quarto!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Porra, é o MEU quarto! Ela quer que eu fique aonde? Na sala, vendo desastres e assaltos na tv? No quarto dela, enquanto ela vê um filme do século passado pela enésima vez? Já acho um abuso ela dormir na bicama do &lt;strong&gt;meu&lt;/strong&gt; quarto. Sem falar no meu pai usurpador-de-computadores-alheios (no caso, o meu).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não vejo a hora de só parar em casa por internet, chapinha e cama.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aí mora a verdadeira felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-3913900282930484479?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/3913900282930484479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=3913900282930484479' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3913900282930484479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/3913900282930484479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/02/vida-em-familia-me-deprime.html' title='A vida em família me deprime.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-2043068627484539778</id><published>2009-01-27T16:05:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.163-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><title type='text'>Ser amiga.</title><content type='html'>Faz um tempo que eu descobri como eu sou dependente das minhas amigas. É sério, é doentio. Eu tenho necessidade de sair com elas, de fazer com que riam de coisas que eu diga, fazer com que confiem em mim e se abram comigo.&lt;br /&gt;Tenho necessidade de ser bem aceita e de ter a certeza de que o sentimento é mútuo.&lt;br /&gt;E me emputece profundamente quando esse sentimento não é mútuo mesmo com tamanho esforço da minha parte.&lt;br /&gt;Admito que certas pessoas despertam em mim a vontade de me aproximar mais e mais até o ponto de chamar e ser chamada de amiga.&lt;br /&gt;Essas pessoas em geral são bem diferentes de mim, e tem uma liberdade que eu confesso, envergonhada, invejar.&lt;br /&gt;Poderia desconversar e dizer não saber bem porque as invejo, mas tenho a resposta pronta na minha cabeça, fruto de horas e horas ociosas pensando na vida.&lt;br /&gt;É exatamente por isso que eu detesto momentos tediosos: eu paro para pensar. E, admitamos: meu pessimismo é forte. Certas vezes mais forte até do que eu mesma. Às vezes meu pessimismo é uma pessoa má que sussurra no meu ouvido tudo o que eu não quero pensar.&lt;br /&gt;Mas acabei saindo do meu foco: as invejo porque elas são quem querem ser.&lt;br /&gt;Há, claramente, um diferença grande entre ser quem se é e ser quem se quer ser. Mais ou menos como o modo que você vê seus atos e o modo que os outros vêem (esse acento caiu, né?) os seus atos. E isso me angustia.&lt;br /&gt;Fui aconselhada por uma amiga (uma amiga de verdade, de uma amizade mútua) a ser quem eu sou. Eis o problema estampado na minha cara: não tenho a menor idéia de quem eu seja.&lt;br /&gt;Ser eu mesma é ser quem eu quero ser ou como os outros querem que eu seja?&lt;br /&gt;Cara, a vida é complicada, e não preciso de parâmetros pra afirmar tal coisa com certeza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-2043068627484539778?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/2043068627484539778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=2043068627484539778' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2043068627484539778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2043068627484539778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/01/ser-amiga.html' title='Ser amiga.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-691602699115734464</id><published>2009-01-23T06:31:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.164-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Destino, professores e teoria musical.</title><content type='html'>Minha amiga acabou de me ligar dizendo que os únicos professores disponíveis no villa-lobos são exatamente dois professores que eu não vou muito com a cara.&lt;br /&gt;Ok, ok, dois professores que eu detesto, abomino. Eles sentem prazer em me zoar, sabe?&lt;br /&gt;Quer dizer, acho que eles sentem prazer em zoar qualquer um. Todo professor tem um que de sádico, por mais legal que seja. Os de matemática e os de teoria musical batem todos os recordes.&lt;br /&gt;Então, eu até poderia tentar outras aulas na escola de música, caso o meu colégio não tivesse inventado aulas de tarde terças e quintas. Junta isso com a monitoria de matemática que provavelmente é segunda, e que provavelmente eu vou precisar. Me sobram quartas e sextas. Legal, e meus planos de fazer flamenco? QUE MERDA! Alguém tem algum problema em me ver feliz? Se tem, pode falar, prefiro saber sempre a verdade.&lt;br /&gt;Não sei quem é que controla a vida, quem dá rumo às coisas, se somos nós mesmos ou se é um deus. Sei apenas que nesse momento da minha vida parece tudo responsabilidade de um deus, um deus muito mau.&lt;br /&gt;Mal me recuperei da torção no joelho e descobri que tô com tendinite. Por culpa de uma febre alta e sem explicação na quarta feira não saio de casa há dois dias e pretendia mudar essa triste história hoje, quero ver Austrália no BPS. Mas fica a pergunta: tem alguém pra me levar? NÃÃÃO! Outra pergunta: eu tenho autorização de ir sozinha? NÃÃÃO!&lt;br /&gt;Saco. Ai, desabafei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-691602699115734464?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/691602699115734464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=691602699115734464' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/691602699115734464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/691602699115734464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/01/destino-professores-e-teoria-musical.html' title='Destino, professores e teoria musical.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-9038939004315757377</id><published>2009-01-20T16:29:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.164-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Eu me odeio.</title><content type='html'>Fazer o que, acho que a vida é assim mesmo. Eu posso até dissimular que tá tudo bem, que o mundo é cor-de-rosa e eu não me importo nem um pouco se eu não visto 36.&lt;br /&gt;Não adianta, de verdade, fingir que por mim tanto faz, que eu sou do meu jeito e não queria ser diferente.&lt;br /&gt;Não adianta fingir que eu não me importo em não saber teoria musical, não adiantar fingir que não me incomoda colar mesmo tendo dado tudo de mim.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NÃO ADIANTA DIZER QUE EU DEI TUDO DE MIM ESSE ANO PORQUE NÃO É VERDADE!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não adianta nada tentar me fazer acreditar que eu posso ser diferente, porque eu sou&lt;strong&gt; fraca, &lt;/strong&gt;eu sou covarde. E coragem é o tipo de coisa que não se ensina. É o tipo de coisa que quem tem sente pena daqueles que não tem.&lt;br /&gt;E a minha covardia ainda é um pouquinho pior do que a normal: é orgulhosa, assim como eu.&lt;br /&gt;Triste, depois de alguns dias sem postar sair um texto tosco como esse.&lt;br /&gt;Sabe, meu dia não foi ruim. Pelo contrário, eu ri bastante, mas como sempre, anoitece, e eu tô aqui, sem alguém do meu lado para me dizer o que fazer.&lt;br /&gt;Acho que se tivesse alguém aqui não saberia me dizer o que fazer. Eu não sei me abrir assim com as pessoas, então tranco tudo em mim mesma e implodo, sofro sozinha. Ou choro.&lt;br /&gt;Não quero voltar àquela época, eu juro que me esforço. Mas a prática é mais difícil, entenda.&lt;br /&gt;Passo meus dias pensando "amanhã vai ser melhor, vou me controlar e vou ficar feliz". Mas, a impressão que eu tenho e que sempre falta alguma coisa para eu me sentir plena.&lt;br /&gt;Acho que me falta voar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-9038939004315757377?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/9038939004315757377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=9038939004315757377' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/9038939004315757377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/9038939004315757377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/01/eu-me-odeio.html' title='Eu me odeio.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-5326577378425651299</id><published>2009-01-11T15:04:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:20:40.164-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Vazio.</title><content type='html'>De repente me senti parte do céo: absolutamente formada por nada, grande, infinita, cheia de ar.&lt;br /&gt;Me senti parte do que dizem ser o firmamento, parte do que para mim é reticente, é sem resposta às minhas perguntas, onde tudo é possível e eterno.&lt;br /&gt;De repente caí. Fooi uma queda brusca, dolorosa, de lá do alto de tudo o que eu achava que compreendia: descobri que não sei &lt;strong&gt;nada&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Por Deus, eu não conheço nad! Eu não vivo nada!&lt;br /&gt;Eu parei para refletir há 15 anos atrás e perdi com isso 15 anos de vida, anulando minha existência.&lt;br /&gt;O mais desesperador é que eu não tenho a menor idéia de onde buscar respostas. Não quero uma vida pronta, longe de mim! Só peço &lt;strong&gt;pistas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Não aguento mais esperar minha vida começar, não aguento olhar para trás e nem sequer saber julgar se algum dia da minha vida até agora valeu à pena.&lt;br /&gt;Quero viver uma história digna de ser contada. Quero motivos, quero lembranças, quero canções, e principalmente: quero quero perguntas! Perguntas, sim: para que haja um mistério a ser descoberto, um objetivo para ser alcançado. Um a cada dia ou sempre o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-5326577378425651299?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/5326577378425651299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=5326577378425651299' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/5326577378425651299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/5326577378425651299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/01/vazio.html' title='Vazio.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-810750901149932948</id><published>2009-01-06T05:16:00.001-08:00</published><updated>2009-07-27T15:19:01.052-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amizade'/><title type='text'>Bia</title><content type='html'>No dia em que eu te conhecer, vou tirar fotos nossas até que acabem todos os cartões de memória do mundo, vou cantar “Somos Amigos” pela rua com você até a gente ficar rouca, vou dormir tarde falando sobre a Ani e sobre como é difícil ser a gente. Vou te abraçar e estalar cada ossinho do seu corpo “extremamente-magro”, como você insiste em dizer. Vou te apertar tanto, como se você fosse minha Ani (reparou na honra?), e vou fazer purê de Bia.&lt;br /&gt;Logo de manhã, nós, como boas viciadas que somos, vamos entrar na RO e ficar fazendo nada até aparecer uma doadora decente. Tudo isso com o meu perfil, já que você foi expulsa.&lt;br /&gt;De tarde eu vou te levar pra ver o Corcovado e vai ter um sol lindo no céu, porque você vai estar do meu lado. E eu não vou ter medo de cair quando a gente chegar lá no alto, porque você vai estar do meu lado.&lt;br /&gt;Depois a gente toma um banho porque se não eu não te agüento e você não me agüenta. Não, não estou insinuando que você fede. Mas você tem que considerar que aqui faz calor.&lt;br /&gt;De noite a gente vai fazer brigadeiro escondido de todo mundo para ninguém além da gente comer e vamos dormir tarde conversando sobre como vai ser maravilhoso o dia que o Robert Pattinson me pedir em casamento. E você... Você pode ser a madrinha.&lt;br /&gt;No dia seguinte você vai me ensinar acordes (sim! Eu tenho um teclado em casa!), e a partir daí eu deixo você ir aonde você quiser. E eu vou junto. Vou estar lá, do seu lado. Sempre.&lt;br /&gt;E quando você voltar pra casa, depois de uma semana que vai ter parecido um instante só (reparou como o tempo voa quando a gente está em boa companhia?), eu vou voltar desolada para a minha casa e vou chorar pra dentro no meu quarto, sem deixar ninguém perceber ou entender. Nem eu mesma.&lt;br /&gt;Talvez eu chore por emoção, talvez por uma saudade instantânea (que, tenho certeza, vai tomar conta de mim assim que eu não puder te ver mais), talvez de um monte de coisas juntas.&lt;br /&gt;Mas, seguramente, não vou chorar por arrependimento de coisa alguma. Enquanto você estiver perto de mim eu vou repetir, incansável e sinceramente, que você é (e vai ser pra sempre) a anymaníaca mais legal que eu já conheci na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-810750901149932948?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/810750901149932948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=810750901149932948' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/810750901149932948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/810750901149932948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/01/bia.html' title='Bia'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4658418998528224479</id><published>2009-01-06T05:16:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:23:34.719-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>Emancipação Feminina</title><content type='html'>A mulher cumpria bem sua rotina, até bem demais.&lt;br /&gt;Parecia que haviam apertado um botão e ela realizava mecanicamente suas funções de boa-esposa: cozinhava, arrumava a casa, dava banho na pequena.&lt;br /&gt;Tinha medo por suas crianças que voltavam sozinhas do colégio sozinhas nas ruas perigosas de hoje.&lt;br /&gt;Mas ela ainda tinha tanto a fazer!&lt;br /&gt;Certo dia, o filho mais velho deixou um livro jogado no sofá.&lt;br /&gt;A mulher trocou então a novela pelo livro. E ao acabar, pediu ao filho que pegasse outros, e outros, e outros livros na escola. E sua mente foi abrindo, expandindo, crescendo.&lt;br /&gt;Algumas palavras eram difíceis de falar, sobretudo de entender.&lt;br /&gt;Mas no geral ela entendia. Cada vez mais.&lt;br /&gt;E ao final do sétimo livro começou a achar patética a cena do homem entrando em casa de um jeito bruto, se jogando no sofá sem nenhum zelo ou consideração.&lt;br /&gt;O homem pôs os pés sujos por sobre a mesa e largou os sapatos enlameados no chão que ela passara a tarde esfregando. A coluna ainda doía.&lt;br /&gt;- Largue essa bobeira de ter uma vida fora de casa, de conhecer gente - grunhia o homem - Vai conhecer gente coisíssima nenhuma. O seu mundo é esse aqui e tá muito bom.&lt;br /&gt;Suas palavras eram impossíveis de ouvir, machucavam.&lt;br /&gt;Mais que isso: eram desnecessárias.&lt;br /&gt;Após por os filhos na cama a mulher pigarreou e foi para a cozinha. Então, ela pegou a faca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4658418998528224479?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4658418998528224479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4658418998528224479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4658418998528224479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4658418998528224479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/01/emancipao-feminina.html' title='Emancipação Feminina'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-1093813700602389185</id><published>2009-01-05T05:05:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:23:34.719-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Menininhas'/><title type='text'>Ana</title><content type='html'>Ela acorda apavorada, como de costume, e para um instante e pensa o que seria mais duro: o som árido do despertador que a fazia lembrar do dia maçante que vinha pela frente ou aqueles flashes obscuros que muitos por aí chamam de sonho. Então começavam os gritos.&lt;br /&gt;O relógio gritava que o tempo passa, e que mais um esforço seria feito daqui a pouco.&lt;br /&gt;Até o "sonho" gritava: insistia em piscar aqueles números grandes na balança.&lt;br /&gt;Sua mãe grita por seu nome. Alguma coisa sobre café da manhã ser importante.&lt;br /&gt;"Todos gritam", pensa a menina, atordoada, enquanto pega a mochila e vai para a escola como um robô programado para tal.&lt;br /&gt;Nos corredores, olhares cruéis dos quais ela desviava. E no meio de um burburinho, no meio de superficialidade personificada estava o único olhar terno da escola. Ele era o segredo da menina, sua força para seguir.&lt;br /&gt;As aulas ensinavam coisas inúteis e o recreio era uma tortura.&lt;br /&gt;Do almoço ela escapara, mas fora forçada a jantar. "Covarde", dizia para si a cada mordida.&lt;br /&gt;Se trancou no banheiro então. Por um bom tempo. Ninguém notara.&lt;br /&gt;Música alta, sentia repulsa, culpa, raiva. Raiva de tudo, de nada, de si mesma e de todos. Exceto daquele olhar que a embevecia. Adormeceu pensando nele.&lt;br /&gt;E de repente ela acorda, apavorada, como de costume.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-1093813700602389185?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/1093813700602389185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=1093813700602389185' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1093813700602389185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1093813700602389185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/01/ana.html' title='Ana'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-4621213880596836659</id><published>2009-01-04T04:52:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:27:23.179-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='obscessão'/><title type='text'>Rpatzz</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/SWC2TsGhieI/AAAAAAAAACA/soC1BMBOCE4/s1600-h/_Twilight.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287426411905255906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/SWC2TsGhieI/AAAAAAAAACA/soC1BMBOCE4/s320/_Twilight.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desde que te vi tão de perto, em foco, sinto que mudou alguma coisa em mim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na noite que precedeu esse dia encantado nao consegui dormir direito e projetei no teto então escuro então escuro do meu quarto a tua imagem, inocentemente acreditando que minha pobre imaginação mortal poderia reproduzir beleza como a tua.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia seguinte o tempo se arrastou e eu agonizava longe da tua imagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como podia alguém exercer tamanho fascínio sobre mim?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Perguntas sem resposta são varridas da minha mente para dar espaço à sua imagem e o pôr-do-sol virou a parte mais linda do meu dia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dois dias depois daquele dia encantado pude te ver de novo, dizendo as mesmas coisas lindas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Palavras cheias de sinceridade escapam da tua boca bem desenhada e teus olhos me prendem numa hipnose deliciosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sinto como uma dose alta nas veias e meu próprio sangue me faz estremecer cada vez que penso, vejo ou falo teu nome: Robert Pattinson.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-4621213880596836659?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/4621213880596836659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=4621213880596836659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4621213880596836659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/4621213880596836659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/01/rpatzz.html' title='Rpatzz'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RIaj6ipfVnY/SWC2TsGhieI/AAAAAAAAACA/soC1BMBOCE4/s72-c/_Twilight.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-1434517929028142125</id><published>2009-01-03T13:56:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:22:03.646-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><title type='text'>Vírgula.</title><content type='html'>Passamos (pelo menos eu passo) todo o ano empurrando com a barriga certas coisas. Muitas coisas. E não me preocupava, porque sabia que em dezembro viria aquela hipocrisia toda de natal e com ela as férias. E nas férias nós temos – ou acreditamos ter – a liberdade de fazer o que bem entendermos. E sonhamos, por todo o ano, criamos situações, viagens, compras, passeios e amigos. Tudo a ser realizado nas férias.&lt;br /&gt;Acho que o dom de se iludir é uma característica humana, e se não for, é uma característica minha. Na maioria das minhas férias eu fico por aqui mesmo, em casa, enquanto meio mundo viaja e eu me mordo de inveja.&lt;br /&gt;Mas mesmo sabendo disso planejo as férias perfeitas, viajao mentalmente esperando o dia em que vou viajar sabe-se lá como ou para onde. E normalmente me frustro e e me acomodo à minha triste realidade.&lt;br /&gt;Como de costume, esse ano eu também planejei as férias perfeitas quando soube que ia viajar com minha melhor amiga. Criei mil situações e, embora nenhuma delas tenha acontecido não me frustrei ao voltar. Acho que eu finalmente entendi um pouco desse mundo doido.&lt;br /&gt;Não vale à pena ficar empurrando tudo pra depois, mentindo para si mesmo ao dizer que “tudo vai melhorar ano que vem”. As coisas não melhoram se você não se esforçar. Seja essa melhora relacionada a dinheiro, romance ou qualquer outra coisa que valha.&lt;br /&gt;Nos textos, vírgulas são pausas – momentos onde você pode respirar. As férias servem para isso, também. São uma parte do ano em que você não tem necessariamente uma rotina, não tem tantas obrigações e tal.&lt;br /&gt;Mas não devemos esperar datas que os outros julgam marcantes para mudar, para ser melhor, para começar uma nova vida, ser diferente: devemos fazer todos os dias aquilo que queremos. Devemos lembrar sempre de não deixar nada para depois. Não porque a vida pode acabar a qualquer momento como dizem por aí, mas sim porque depois você pode perder a coragem.&lt;br /&gt;Cada final de ano é carregado de superstições, promessas e fogos de artifício. E deixam um ponto final como prova de que tudo um dia acaba, e – é preciso lembrar: recomeça.&lt;br /&gt;Espero que minha vida tenha mais vírgulas que pontos finais. E que em 2009 eu aprenda a fazer comparações que não sejam toscas, e vou fazer de tudo para alcançar esse objetivo, entre outros.&lt;br /&gt;Ainda não sei bem quem sou, mas vou tentar ser da melhor forma possível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-1434517929028142125?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/1434517929028142125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=1434517929028142125' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1434517929028142125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/1434517929028142125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2009/01/vrgula.html' title='Vírgula.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-7517168518097322046</id><published>2008-12-26T09:44:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:26:12.598-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anymania'/><title type='text'>Confesiones.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Postar esse vídeo aqui não é exibicionismo. Essa é uma versão mal feita e sem instrumental da música que eu fiz pra Anahí, e eu tô postando simplesmente porque não tenho conseguido escrever nada interessante. Como não tem ninguém lendo esse blog, mesmo... ^^&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-35fa0cbd0455033f" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v11.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D35fa0cbd0455033f%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330106006%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D652DCE17850F54040E8331817CE468CCDDEB637.90888CDEAC2C56BBE2EDBA650F6064800B36855%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D35fa0cbd0455033f%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DVMQ81Eh9I7SC_pRmVAFcauSqLaU&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v11.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3D35fa0cbd0455033f%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1330106006%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D652DCE17850F54040E8331817CE468CCDDEB637.90888CDEAC2C56BBE2EDBA650F6064800B36855%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D35fa0cbd0455033f%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DVMQ81Eh9I7SC_pRmVAFcauSqLaU&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-7517168518097322046?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=35fa0cbd0455033f&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/7517168518097322046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=7517168518097322046' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7517168518097322046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/7517168518097322046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2008/12/confesiones.html' title='Confesiones.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8173605701614911289.post-2878801355491996237</id><published>2008-12-24T16:58:00.000-08:00</published><updated>2009-07-27T15:28:02.668-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vida real'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobre a Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Redação pro colégio'/><title type='text'>O último suspiro.</title><content type='html'>Quero morrer num dia comum, num fim de tarde. Quero poder olhar o sol se por com uma sensação gostosa de vento contra o cabelo e de missão cumprida. Quero que garoe, só pra formar uma atmosfera poética. Mas não triste.&lt;br /&gt;            Seria bom ter na boca um gosto de chocolate com hortelã, para criar o clima perfeito para o último suspiro.&lt;br /&gt;            E o suspiro... Que não seja o alívio do suspiro de passar por pouco em matemática, ou como aquele tão freqüente de raiva após brigar com a mamãe, tampouco aquele cansado depois da academia.&lt;br /&gt;            Quero que seja um suspiro como aquele automático ao se jogar na cama depois de passar a tarde arrumando o quarto – condição para sair com o namorado.&lt;br /&gt;            Acredito que até nós darmos conta de que desencarnamos, convivemos com a última sensação que tivemos em vida. Por isso quero morrer sentindo na pele aquele frescor depois de tomar banho, e quero sentir no ar o cheiro bom do meu hidratante.&lt;br /&gt;            E quando eu finalmente chegar “lá” (sem importar onde nem como vai ser “lá”), quero que seja bom: não vou sentir nem um pingo de arrependimento, de frustração por deixar de ter feito alguma coisa.&lt;br /&gt;            Enquanto eu estou viva, é melhor desligar o computador. A vida é lá fora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8173605701614911289-2878801355491996237?l=palavras-em-evidencia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/feeds/2878801355491996237/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8173605701614911289&amp;postID=2878801355491996237' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2878801355491996237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8173605701614911289/posts/default/2878801355491996237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palavras-em-evidencia.blogspot.com/2008/12/o-ltimo-suspiro.html' title='O último suspiro.'/><author><name>Luísa Zanni.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17723090057984200470</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
